Sylvinho completa três meses no Corinthians nesta segunda-feira com a equipe vivendo a melhor fase com ele e dando motivos para o torcedor sonhar com mais. Não só pelas duas vitórias consecutivas, algo que não acontecia desde maio, mas também pelo nível de desempenho e segurança apresentados no 1 a 0 sobre o Athletico e nas últimas partidas, contra Ceará e Santos.
O crescimento corintiano tem relação direta com a entrada de Giuliano na equipe, dando mais qualidade ao meio de campo, mas também com as semanas livres para treinamentos. Enquanto adversários se desgastam e dividem atenções em duas ou até três competições, o Timão tem tido tempo para recondicionar fisicamente os jogadores e fazer ajustes táticos.
Na Arena da Baixada, o Corinthians repetiu a escalação pelo terceiro jogo consecutivo e por alguns momentos pareceu jogar em casa.
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No primeiro tempo, o Timão teve mais posse de bola (64%) e controlou o jogo, permitindo apenas chutes de longe - e sem perigo - do Furacão.
Fábio Santos e Adson faziam boas tramas pela esquerda, enquanto do outro lado Mosquito era mais tímido e Fagner teve de ser substituído aos 38 minutos.
Mais uma vez Jô foi importante ao sair da área e segurar a bola para a aproximação dos meias. Roni até cometia alguns erros, mas compensava com bastante aplicação e movimentação. Quem ditava o jogo era Giuliano, que acertou 30 dos 31 passes que deu, e logo aos três minutos fez cruzamento preciso para Jô, que desperdiçou - o atacante estava impedido e cabeceou mal.
Em alguns poucos momentos o Timão subiu a marcação para dificultar a saída de bola do Athletico, mas a estratégia na maior parte do tempo foi de baixar as linhas, se fechar no 4-1-4-1 e tentar sair em velocidade. A marcação funcionou, mas faltou um pouco mais de velocidade na transição da defesa para o ataque.
Quando a equipe perdia a bola, rapidamente ouviam-se os gritos de "diminui" de Sylvinho, pedindo a pressão no adversário para retomar a bola.
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Adson mandou uma bola na trave no primeiro tempo, e Christian respondeu na mesma moeda no começo do segundo, num raro descuido da zaga alvinegra.
Minutos depois, porém, o Corinthians conseguiu fazer o gol numa jogada de paciência, boa circulação de bola, cruzamento preciso de Fábio Santos para Roni, que soube atacar o espaço e finalizar bem.
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Apesar de ter sido o herói na vitória em Curitiba, o jovem meio-campista segue como o favorito para ceder lugar para Renato Augusto no time titular, mas vai colocando dúvidas na cabeça de Sylvinho.
Ainda é cedo para conclusões, mas aquele Corinthians vulnerável e inofensivo que foi visto diante do Flamengo parece não existir mais. A equipe e, principalmente, o elenco ainda têm carências. Porém, com o foco apenas no Brasileiro, o Timão tem a briga por vaga na Libertadores não apenas como sonho, mas já como realidade.