A gestão do ex-prefeito Allyson Bezerra deixou para Mossoró um cenário de terra arrasada nas finanças públicas, marcado por um endividamento sem precedentes. O principal pivô da crise é um empréstimo de R$ 200 milhões contraído junto à Caixa em 2023, sob taxas de juros astronômicas de 135% ao ano. Ao somar encargos e comissões, a dívida praticamente dobrou, saltando para R$ 385 milhões. Esse montante, utilizado para impulsionar o programa "Mossoró Realiza" e garantir capital político para a reeleição e posterior candidatura ao Governo do Estado, agora se tornou uma "bomba" fiscal que começa a explodir no colo do atual prefeito, Marcos Bezerra.
O impacto financeiro projeta uma década de estagnação para a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte. Relatórios fiscais indicam que, entre 2023 e 2033, o município terá que desembolsar mais de R$ 1 bilhão para honrar amortizações e encargos. Apenas em 2026, a fatura chega a aproximadamente R$ 100 milhões, comprometendo severamente a capacidade da prefeitura de manter serviços básicos ou realizar novos investimentos. O crescimento da dívida consolidada líquida é alarmante: o que era um passivo de R$ 233 milhões em 2020 saltou para quase R$ 700 milhões em 2026, representando um aumento de quase 200% durante a passagem de Allyson pelo Palácio da Resistência.
Enquanto o ex-prefeito utiliza a vitrine de obras públicas como credencial para sua ascensão política, a realidade administrativa em Mossoró é de insolvência. Além do endividamento bancário, esquemas de desvio e fraudes em contratos de saúde pública também entraram na mira da Polícia Federal em 2026, agravando o isolamento político do antigo gestor. A conta dessa política expansionista irresponsável agora recai sobre o contribuinte mossoroense, que verá o orçamento municipal estrangulado por décadas para pagar por obras que serviram, prioritariamente, como ferramenta de marketing eleitoral.

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