O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) iniciou, no último dia 18 de abril, a aplicação do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) 2021/22. A avaliação será realizada em todo o Brasil, até o dia 31 de maio, e é direcionada aos estudantes na faixa etária dos 15 anos, matriculados a partir do 7º ano do ensino fundamental.
O objetivo do PISA é produzir indicadores, dados que possam ser utilizados pelos governos dos países participantes como instrumentos de trabalho na definição e formulação de políticas públicas educacionais.
A Participação no PISA é opcional e o Brasil participa da avaliação desde o seu início no ano 2000. A avaliação acontece a cada 3 anos aos estudantes de 15 anos, pressupondo que estão concluindo o Ensino Fundamental ou equivalente. A aplicação do PISA em 2021 não ocorreu por causa da Pandemia de COVID 19, sendo adiado para o ano de 2022.
A principal disciplina a ser avaliado no PISA 2021/22 está sendo, Matemática. A cada avaliação tri anual, uma das disciplinas recebe um foco especial. Os estudantes também farão avaliações de Leitura e Ciências, além de Letramento Financeiro e Pensamento Criativo, áreas inovadoras relativas às competências esperadas para o século 21.
A avaliação inclui questionários que serão aplicados aos estudantes, aos pais, professores e diretores das escolas, com o objetivo de obter informações acerca dos principais aspectos dos ambientes familiar e escolar dos alunos. Os alunos responderão as questões sobre o seu percurso pedagógico e experiências de aprendizagem, dando maiores informações sobre a realidade da educação em cada país.
Os resultados do PISA permite que cada país avalie os conhecimentos e as habilidades de seus estudantes em comparação com os de outros países, aprenda com as políticas e práticas aplicadas em outros lugares e formule suas políticas e programas educacionais, visando à melhora da qualidade e da equidade dos resultados de aprendizagem, sendo assim o objetivo não é definir um ranking, porém o mesmo acaba por aparecer nas comparações entre os participantes.

Com os resultados apresentados no PISA de 2000 a 2018 pelos alunos brasileiros, observa-se que o Brasil, está praticamente estagnado no seu rendimento.
Em 2018 participaram 79 países e o Brasil obteve a seguinte colocação: 57º em Leitura; 66º em Ciências e 70º em matemática.
Esses resultados são preocupantes, pois o Brasil não consegue criar um movimento crescente forte e continuo na melhora de seu desemprenho frente ao mundo e as seus próprios resultados.
A discussão sobre a Educação Brasileira precisa acontecer com urgência em toda a sociedade, com o MEC se comprometendo em mudar esse cenário, criando políticas públicas que elevem os resultados educacionais das escolas brasileiras. Que se estabeleça um pacto nacional para o desenvolvimento da educação.
Investir em Educação é invetir no país, é criar condições de crescimento economico, porém para isso acontecer a educação precisa ser prioridade e não é o que estamos vendo na atualidade.
Cabe a sociedade cobrar por resultados, valorizar os profissionais da educação e cobrar por melhoras urgentes, e cabe também aos profissionais da educação entender que se o resultado não está a contento o problemas ou responsabilidade não é do professor, porém o mesmo deve ter a conciencia que deverá ocorrer mudanças urgentes no desempenho de sua profissão inclusive no postura dos estudantes, que também deve ser envolvido neste processo.
É possível mudar, mas para mudar muita coisa precisa ser mudada com urgência.
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Silvana Barboza
Mestre em Políticas Públicas; Especialista em Gestão; Pedagoga; Professora de História e estudante de Neuropsicopedagogia e Criadora de Conteúdos para o Canal no Youtube ALOCSE

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