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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026
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Desafios das Políticas Públicas e a Segurança Pública

Aprenda a conhecer os desafios

Comunidades e Soluções
Por Comunidades e Soluções
Desafios das Políticas Públicas e a Segurança Pública
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Primeiramente, vamos ao já explicado.

Uma Política Pública (PP) não é voltada ao interesse particular, mas sim ao coletivo.

Ou seja: Não é porque uma coisa lhe incomoda particularmente que ela vira uma PP.

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Ela precisa ser uma necessidade coletiva.

Agora vamos a um dos maiores desafios para as políticas públicas municipais:

Antes de fazer uma PP é preciso definir claramente o que fica a cargo dos municípios ou dos governos estaduais.

Isso só fica claro durante o período eleitoral ou na hora de cobrar algo.

Todos sabem empurrar as responsabilidades de um para outro, não é mesmo?

Além disso, precisamos aprender que as promessas feitas podem não ter nada a ver com a realidade.

Por exemplo: um vereador não pode prometer “fazer” nada a não ser legislação.

A função dele não é consertar rua, parque etc. É fazer lei e fiscalizar o que o prefeito (executivo) faz.

Do mesmo modo que o candidato a prefeito não pode prometer coisas de obrigação do estado.

Quantos eleitores são ludibriados com promessas de “mais segurança” sem saber que isso é da esfera do Governo do Estado?

Políticas públicas precisam ser baseadas em evidências testadas e provadas

Muito bem. Mas os governos de todas as esferas não têm olhos em todas as partes.

É claro que o problema de Segurança Pública é muito amplo.

Mas precisamos apontar saídas para ter foco no que podemos resolver localmente.

O município tem que focar no ordenamento urbano, por exemplo.

Questões como posturas de comércio ambulante;  código sanitário; trânsito local; ocupação de mesas em calçadas por bares e restaurantes; ruídos vindos de estabelecimentos etc.

É comprovado que há uma conexão entre espaços urbanos bem ordenados e segurança.

Quanto organizado for o espaço público, menos atraente esse espaço será para o infrator.

E não falo aqui apenas de assaltos, furtos etc. Falemos de infrações que são cometidas por pessoas sem noção.

Por exemplo: Um bar que resolve colocar uma caixa de som, no último volume, para incomodar o bairro inteiro.

Sim senhores. Isso não é só uma chateação. É ilegal.

O erro de muitos gestores municipais é, às vezes, legalizar o que não é legal.

É o permitir o som alto, mesmo que muitos reclamem disso.

É deixar uma oficina mecânica estacionar os carros dos clientes em toda a rua, sem pensar que outros moradores também precisam do espaço.

É o deixar a construção de moradias em áreas de encostas ou de mananciais, sem prever que isso provocará um desastre.

É gastar o dinheiro que poderia ser usado na construção ou reforma de uma escola ou UBS em uma festa.

É a falta de prudência realizada apenas para subir no palanque e se promover, sem pensar nas consequências.

E vamos às ideias

Como vocês devem ter percebido, este post tratou de segurança pública.

Mas como podemos pensar em PPs de segurança? Afinal é um tema que nos afeta a todos.

Como eu disse no primeiro artigo, o primeiro passo é identificar o problema à sua volta.

Sua comunidade está com problemas de segurança? Identifique e veja soluções.

Tente atrair ou organizar um Conselho de Segurança ou um Vizinhança Solidária.

Pense que esse conselho não está lá para fazer justiça com as próprias mãos.

É para pensar construtivamente. Uma PP soluciona problemas e não cria desastres.

Discutam em comunidade o problema e tire as ideias melhores.

Iluminação em locais onde ocorrem problemas; inibir o uso do espaço público em causa própria; exigir providências dos poderes públicos como uma comunidade e não como um indivíduo.

Acredite: A comunidade pode mais do que um cidadão solitário.

E, principalmente, não deixe a iniciativa de sua comunidade ser tema de palanque para nenhum político.

Vocês fizeram o trabalho e exigiram o que eles têm o dever de fazer.

Uma boa ideia para a efetividade de polícias (guardas municipais, civis e militares) é liberar os trabalhos internos para funcionários civis.

Hoje em dia há policiais fazendo atendimentos; lavrando BOs etc. quando deveriam estar patrulhando as ruas.

É o caso de se pensar se cada cidade não deveria ter uma central despachante, aos moldes do 911, onde a central de atendimento encaminha as questões a cada canal competente.

Pensem nisso e até a próxima.

FONTE/CRÉDITOS: Creative Commons
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