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Domingo, 27 de Setembro 2026
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O que é a perseguição?

Este artigo vai fugir um pouco do assunto políticas públicas...

Comunidades e Soluções
Por Comunidades e Soluções
O que é a perseguição?
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Este artigo vai fugir um pouco do assunto políticas públicas.
Mas, me perdoem. Após ser confrontada com alguns fatos muito preocupantes, não posso me calar.
A palavra “assédio” nunca esteve tão em alta.
Seja por um idiota que viaja com dinheiro público e fala coisas horríveis no meio de uma guerra.
Ou por um bate papo do qual fiz parte, que escancarou a política de uma pequena cidade aí do Rio Grande do Norte.
Eu quero dizer que vai fugir um pouco das políticas públicas, porque elas não existem quando não nos mexemos para mudar algo.
Trabalhando em algumas prefeituras ouvi muitas vezes a frase:
“Não podemos mudar nada”.
É a frase mais comodista que existe, porque tudo é mutável. 
E precisamos aprender a mudar para melhor.
Quero começar falando que políticos recebem o nosso dinheiro para trabalhar por nós.
Não recebem para viajar ao exterior a não ser para conseguir algo que beneficie a nação.
Não recebem para falar em áudios que só de ouvir dão nojo.
Mais do que isso, políticos do legislativo existem para fiscalizar atos do executivo (prefeitos, governadores, presidente) e para legislar.
Quando digo a palavra “legislar”, é criar lei que seja obedecida e guardada. Que beneficie a população. 
Não é pra puxar a brasa da sardinha do povo pra picanha do poderoso.
Posto isso, não quero mais falar do episódio em que um verme achou que falar de assédio e abuso de mulheres vulneráveis em meio a uma guerra era “legal”.
Ouço absurdos desses há anos.
Quero falar sobre abuso e assédio. E este é só um exemplo.
Mulheres são abusadas e assediadas todos os dias. 
No Brasil ocorre um abuso a cada dois minutos. 
São 720 casos por dia e estes são só os denunciados!
E mesmo que as pessoas pensem logo na conotação sexual, um abuso/assédio é apenas por poder.
E chegamos ao bate-papo de sexta (4/3)
Na sexta-feira participei de um bate-papo com um médico concursado e empossado.
Não quero mencionar o nome, pois esse funcionário público está passando por perseguições e assédio.
É claro que isso tem a ver com a administração municipal que, não contente em mudar as regras de acordo com sua conveniência, resolve tratar o funcionário como lixo.
Para situar um pouco, um médico de cidade tem passado constrangimentos e sofrido perseguições.
A questão é muito difícil, já que novamente vemos um político que ocupa um cargo público eletivo usar o poder para humilhar, desgastar e assediar alguém que ocupa uma função subordinada.
Quero destacar partes de um artigo sobre o tema (nas aspas).
“As perseguições se dão por difamações, agressões, perseguições políticas, troca de função, excesso de trabalho e alterações de local e horário de trabalho, com o intuito de dificultar a vida do servidor público”.
Isso porque os responsáveis pela perseguição vão fundo em diversas questões para tentar encontrar e encaixar o servidor público em alguma conduta potencialmente incorreta ou ilícita.
Essa perseguição se dá ao ponto do funcionário adoecer por não mais suportar a situação.
Depois de uma conversa de duas horas, na qual expusemos a situação e também todas as tentativas de resolver a questão usando a lei, tristes constatações eu tive.
A primeira é que o povo de um modo em geral precisa sair da casca e começar a exigir seus direitos.
A segunda é que esse mesmo povo precisa ENTENDER seus direitos e cumprir seu dever.
Entre as coisas constatadas, descobri que nem mesmo uma entidade como o Conselho Municipal de Saúde está fazendo sua função.
Porque deixar uma cidade de 12 mil habitantes sem ter médico para atender; remédios e equipamentos para tratar; e pagar a uma empresa para gerenciar uma Saúde que não oferece a custo de milhões de reais, significa que NINGUÉM está cumprindo seu papel.
E provo:
Vereadores existem para fiscalizar os atos do Prefeito. Se os funcionários, como este médico e tantos estão passando por assédio, onde está a fiscalização que permite?
Se há uma denúncia no Judiciário, porque a situação continua?
Onde está a fiscalização do Conselho de Saúde? 
Porque deixar pessoas sem médico, remédio, atendimento, é crime.
E chegamos novamente às políticas públicas.
Como eu disse em artigos anteriores, para haver uma política pública é preciso haver um contrato social entre o poder público e os cidadãos.
Mas como isso pode existir quando vemos uma situação dessas e nos calamos?
Porque nos calamos? De onde vem esse medo?
No bate-papo vi muitos dizerem ter medo de não serem atendidos se precisarem de médico, hospital ou ambulância.
Sei que isso acontece, mas precisamos deixar esse medo e exigir o que é nosso. 
O SUS não é do prefeito, do vereador, do governador, do presidente, nem da empresa gestora. 
O SUS é da população. 
Se alguém negar atendimento, é cadeia. 
Então, não há como falar em política pública se o cidadão não entende sua posição diante do poder democraticamente estabelecido.
Prefeito, vereador etc., é cargo eletivo. Muitos passarão.
O funcionário público é um servidor que fica e por ele passarão muitos cargos eletivos.
Todos merecem respeito na mesma medida em que respeitam seus cargos, sua obrigações e o cidadão contribuinte.
Portanto, levantem-se e cobrem aquilo que lhes é de direito.
Como proceder em caso de perseguição ao servidor público?
Se há algo que esperamos não passar, ao entrar em um cargo público, é lidar com alguém que abuse da sua posição de privilégio.
Em situação de abuso ou desvio de poder, ocorre exposição de servidores subordinados, diretos ou não, a situações humilhantes e constrangedoras.
Em geral, ocasionado por soberba, complexo de superioridade ou outra postura inadequada na coordenação do serviço público.
Ao ocasionar a desestabilização emocional e profissional dos agentes públicos, o assédio causa a pressão para você deixar o cargo, pedir remoção para outro local de trabalho, etc.
Caso o gestor seja quem está cometendo o assédio, tente conversar sobre o assunto com seus colegas mais próximos (é claro, com a devida discrição).
Sabendo que há mais pessoas passando por situação semelhante, é preciso uma união para apresentar o problema ao sindicato, ou instância superior. 
E terminando, fazer moções de repúdio é um bom princípio, mas atos contam mais que palavras.
Recorrer ao processo judicial é uma medida para garantir maior discrição para coibir a situação, ainda mais quando não se resolve pela instância interna de apuração e fiscalização.
O servidor público que sofre perseguição precisa de mais do que palavras de apoio. Precisa de ajuda. Especialistas nesse tipo de problema precisam ser chamados para que as queixas sejam devidamente representadas e resolvidas.
E finalmente: se vir uma situação de assédio, denuncie ao Ministério Público do Trabalho. 
Precisamos exigir nossos direitos em um país onde eles nos são tirados a cada minuto.

FONTE/CRÉDITOS: Jornalista Rita Palladino
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