Professor é uma das profissões mais estressantes na atualidade, sendo assim é necessária uma atenção especial da saúde pública para esse fato.
Segundo estudos antes do início da pandemia 5% da população em geral era acometida de problemas relacionados a saúde mental, enquanto que entre os professores esse índice subia para 12%. Em 2022 com a pandemia ainda entre nós, os dados são ainda mais elevados e preocupantes.
Outro fato importante observado, é que a pandemia afetou de forma mais ampla e significativa a saúde mental dos jovens e das mulheres. Pensando na realidade escolar, a maiorias dos professores são do sexo feminino e os jovens estão dentro das escolas, desta forma o poder público necessita de um olhar especial para que o problema não se transformar em uma bomba relógio.
Os afastamentos por problemas de saúde já estão acontecendo, desde o retorno das aulas em janeiro/fevereiro 2022, tanto entre alunos como entre os professores, e estamos ainda no primeiro bimestre.
As políticas públicas são urgentes diante da realidade; sem ser alarmista, observa-se que a o índice de suicídios nessa população vem aumentando exponencialmente nos últimos anos, incluído também a população infantil.
No mesmo momento em que a educação demanda esse cuidado, vimos o Ministério da Educação envolvido em novos fatos estranhos. Como a realização de pregão para a aquisição de ônibus escolares com valores muito acima do seu real valor; e a compro de Kits de robótica para escolas que possuem problemas estruturais, como a falta de computadores, falta de salas de aula e de água encanada. Qual seria a lógica destes fatos?
Fazendo um paralelo sobre meu último texto, onde concluímos que a educação vale um Kg de ouro, volto a questionar qual o valor da vida, qual a real preocupação com a vida e com futuro dos brasileiros.
Pergunta difícil de responder, mais um país que não respeita o dinheiro público, a escola pública, os professores e a vida dos estudantes como o futuro do país está propensa ao fracasso.
Talvez Paulo Freire esteja mais atual do que nunca, o seu resgate é fundamental para respeitar os alunos e professores do Brasil e o próprio país. “Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso. Amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade. ”
Justiça social é escola de qualidade, é respeito aos professores e profissionais em geral, e respeito e cuidado com o dinheiro público, respeito e cuidados com a população. É colocar o social na frente do individual e respeitar as diferenças garantindo assim a equidade tão necessária para o desenvolvimento do Brasil.
Silvana Barboza
Mestre em Políticas Públicas; Especialista em Gestão; Pedagoga; Professora de História e estudante de Neuropsicopedagogia e Criadora de Conteúdo no You Tube do Canal: ALOCSE https://www.youtube.com/channel/UCJx2v84JABMQWyrfQ6n_0Vw

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