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Segunda-feira, 17 de Agosto 2026
Brasil

Zenaide propõe taxar grandes fortunas para bancar volta do auxílio emergencial

Segundo senadora, imposto sobre grandes fortunas e taxação sobre lucros e dividendos de empresas poderia gerar receita suficiente para cobrir uma nova

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Zenaide propõe taxar grandes fortunas para bancar volta do auxílio emergencial
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A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) defendeu nesta quarta-feira 10 a aprovação no Congresso Nacional de uma reforma tributária que inclua a cobrança de imposto sobre lucros e dividendos de empresas e a taxação de grandes fortunas. Segundo a parlamentar, o tributo poderia gerar receita suficiente para cobrir uma nova rodada de pagamentos do auxílio emergencial – benefício de R$ 600 (ou R$ 1,2 mil, no caso de mães chefes de família) que o Governo Federal pagou a 68 milhões de brasileiros desempregados e trabalhadores informais entre abril e dezembro de 2020. “Não existem pautas mais importantes neste momento do que a vacinação e a prorrogação do auxílio emergencial, sob pena de vermos brasileiros e brasileiras morrerem não só de Covid, mas também de fome”, disse a senadora, em entrevista ao Agora RN. Além da reforma tributária, Zenaide Maia sugere ao governo cortar incentivos fiscais concedidos a empresas petrolíferas. Ela é crítica de uma lei aprovada durante o governo Michel Temer que, segundo cálculos dela, pode fazer com que a União abra mão de R$ 1 trilhão em 25 anos, por causa dos incentivos. Governo Federal estuda voltar a pagar auxílio O auxílio emergencial – que foi pago a 68 milhões de desempregados e trabalhadores informais – custou R$ 330 bilhões aos cofres públicos federais. O valor representa 10 vezes o orçamento anual do Bolsa Família. Nos últimos dias, após pressão do Congresso Nacional, o presidente Jair Bolsonaro passou a admitir a volta do benefício. Até o ano passado, ele dizia que a continuação do auxílio “quebraria” o País. A equipe econômica do governo tem defendido a adoção de medidas de arrocho para compensar o gasto com o auxílio emergencial. Nos últimos dias, surgiu até a ideia de criar um imposto temporário, nos moldes da CPMF. A medida é necessária para que o governo não descumpra o teto de gastos. O desrespeito à regra pode levar ao cometimento de crime de responsabilidade, o que pode gerar impeachment de Bolsonaro. A menos que o Congresso dê nova autorização excepcional, o que levaria ao endividamento do Brasil e iria de encontro às expectativas do mercado. “Teto leva ao sucateamento do Estado”, opina senadora A senadora Zenaide Maia é crítica da política do teto de gastos. Em 2016, ela era deputada federal quando a proposta passou pelo Congresso e votou contra a medida. “Nenhum país saiu de uma crise econômica congelando investimentos públicos por vinte anos. Isso não é ajuste fiscal. É menos saúde, educação, segurança pública e o sucateamento do Estado para atender um plano privatista que não traz vantagem para o povo. Pelo contrário: só entrega o patrimônio público a preço de banana”, enfatiza a parlamentar. Ela ressaltou, ainda, que apresentou no Congresso uma proposta de emenda constitucional que protege o orçamento do SUS da regra do teto de gastos pelo menos até 2022, “quando a saúde pública ainda deverá sentir os impactos da pandemia”. “O teto de gastos, nos três primeiros anos de vigência, já fez o SUS deixar de receber R$ 22,5 bilhões de investimentos públicos. Quantas vidas poderiam ser salvas com esse dinheiro?”, finaliza.


FONTE/CRÉDITOS: Agora RN

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