Com a redução progressiva no número de casos e de óbitos decorrentes da pandemia de covid-19 no Rio Grande do Norte, bem como da taxa de ocupação de leitos, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) começou a transferência gradativa de leitos de UTI destinados ao novo coronavírus para leitos de UTI direcionados para outras patologias. A mudança nos Hospitais Regionais Tarcísio Maia e Rafael Fernandes, no município de Mossoró, na região Oeste, iniciam nesta quarta-feira (19).
No Hospital Tarcísio Maia, a Sesap fará a inversão no perfil das UTIs. Atualmente, na unidade, existe uma UTI com 9 leitos destinados ao trauma e diversas patologias e outra UTI com 20 leitos para Covid, a qual vem se mantendo com taxa de ocupação inferior a 50%. Por outro lado, se percebe uma maior necessidade de leitos de traumas e outras patologias. “A UTI-1 de 9 leitos, passará de geral para Covid e a UTI 2, com 20 leitos Covid, passará a ser UTI Geral, explica Milena Martins, assessora técnica da Sesap.
Da mesma forma, a Sesap fará no hospital Rafael Fernandes, onde existem 18 leitos Covid clínicos, com média de ocupação entre 4 a 5 pacientes por dia. Oito desses leitos serão destinados para outras patologias não Covid, possibilitando ao Hospital Rafael Fernandes voltar a ter leitos de retaguarda para o Hospital Tarcísio Maia, além de referência para doenças infectocontagiosas.
Durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (19), a coordenadora e articuladora das redes de atenção à saúde da Sesap comentou o assunto. “Tendo em vista a regressão progressiva de novos casos e também de óbitos pela covid-19, ao longo das semanas, a gente vem percebendo que está ocorrendo essa redução da pandemia. Com a retomada das atividades econômicas e sociais pela população, temos sentido um aumento na solicitação de leitos de UTI gerais, especialmente para vítimas de traumas e outras patologias”, explicou.
Segundo o Regula RN, plataforma que avalia a situação dos leitos no Rio Grande do Norte, o estado potiguar registra, na tarde desta quarta-feira, uma taxa de ocupação de leitos críticos para covid-19 de 45,11%.

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