Desconfio que a essa altura Queiróz esteja fora do alcance do radar da PF e da imprensa – deve estar muito longe do Brasil.
E possivelmente com outra identidade e outro nome.
No mesmo dia em que foi demitido sem nenhum motivo aparente do gabinete do deputado estadual Flávio Bolsonaro – a 15 de outubro último - ou foi instruído pelo chefe ou resolveu por conta própria dar o fora para não voltar nunca mais.
Ele fora desmascarado pelo Coaf.
E tinha um cheque à futura primeira-dama no pacote.
Mas só o clã sabia disso àquela altura. E ninguém conhecia Queiróz. Por isso foi fácil sumir.
A sua filha, demitida no mesmo dia, também tomou doril.
Se, por um lado, o seu sumiço evidencia a gravidade do que teria para contar – com repercussões amargas não só para ele, mas para o clã do seu chefe – por outro impede o avanço das investigações.
Não haverá o que fazer se ele não for encontrado para dar explicações. O destino do caso será o arquivo. Ninguém pode esclarecer o caso a não ser ele. Só ele sabe o que era feito com o dinheiro depois de sair da sua conta.
Sem Queiróz a investigação morre.
Por isso o sumiço dele interessa a Bolsonaro.

Correio do Agreste