Em ofício conjunto enviado ao ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, cinco entidades nacionais ligadas aos setores de hospedagem e de parques e atrações turísticas pedem medidas para diminuir os prejuízos atuais e futuros relacionados à pandemia do novo coronavírus.
Entre as propostas, estão a criação de linhas de crédito de capital de giro junto a bancos para suprir o fluxo de caixa, com benefícios de carências e taxas incentivadas de longo prazo; a inclusão dos setores no critério de desoneração da folha de pagamento e a garantia da licença de colaboradores sem remuneração por até 90 dias.
Subscrevem o ofício a Associação Brasileira de Resorts (Resorts Brasil); Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH); Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB); Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) e Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat).
Ouvido pelo Agora RN na última sexta-feira (13), o presidente da ABIH no RN, José Odécio Rodrigues Jr, preferiu minimizar os efeitos da crise da pandemia sobre o turismo, ao afirmar não existirem sinais de inquietação do setor neste momento.
Mas essa não é a visão dos segmentos que enviaram o ofício ao ministro do Turismo, entre eles a ABIH, da qual Odécio faz parte. O documento pede expressamente, por exemplo, para que o governo “atue emergencialmente prevendo providências para minimizar os impactos sobre o turismo nacional”.
Admite que, dentre os principais impactos já enfrentados agora e a serem enfrentados nas próximas 20 semanas, estão “os cancelamentos de milhares de diárias de hospedagem e as centenas de eventos de toda monta”.
Já no segmento dos parques, diz o ofício ao ministro do Turismo, há “centenas de cancelamentos de visitas de grupos escolares, bem como a perda de milhares de clientes a lazer”, daí a razão de entender como “essencial a elaboração de uma medida provisória que vise reduzir os impactos econômicos da crise diante do setor, sob o risco da economia sofrer perdas irremediáveis”.
As entidades pedem, ainda, carência dos tributos que estão sendo parcelados e oriundos de acordos pregressos e pagamento dos tributos federais no valor de 30% do saldo apurado no mês, financiando a diferença em 60 parcelas, com apenas a adição da Selic do período, por um período de 120 dias.
As entidades pedem para que os prazos de recolhimento dos impostos federais passem a ter um prazo mais alongado para o recolhimento ou redução das alíquotas dos tributos federais durante 180 dias para apoio ao segmento neste momento.

Correio do Agreste