Um total de 31 novos óbitos provocadas pela Covid-19 foram somados à contagem da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) nas últimas 24 horas, sendo que, desse quantitativo, cinco aconteceram no último dia. A informação foi divulgada, nesta quarta-feira (8), pelo secretário adjunto de Saúde, Petrônio Spinelli, durante coletiva de imprensa.
Com o acréscimo, o RN chega a 1.322 mortes provocadas pela doença. Outras 191 seguem em investigação para constatar se a causa tem relação ou não com o novo coronavírus. A quantidade de casos confirmados também aumentou: 36.493, isto é, 684 a mais que no dia anterior, quando o estado registrava 35.809 infectadas pela Covid-19.
Os dados apresentados também mostraram que o número de casos suspeitos superou a marca de 50 mil, chegando a 50.065, com 1.160 a mais que o divulgado ontem (7). Para Spinelli, “em uma pandemia, é esperado que, dos casos suspeitos, mais da metade esteja, de fato com a doença”, alertou. Já o número de descartados subiu para 57.707.
Spinelli apresentou também os dados referentes à situação de leitos no RN e explicou que o Governo pretende zerar a fila de espera por leitos de UTI dentro das próximas horas. “Acho que teremos, nas próximas horas, o zeramento da fila de pacientes críticos na regulação; mas, apesar disso, a ocupação é muito alta”, destacou.
A taxa de ocupação na região do Mato Grande (Guamaré e João Câmara) está em 100%. Na região Oeste (Mossoró), está em 98,1% e, segundo o secretário, “houve um acréscimo de cinco novos leitos, mas quatro já foram ocupados”. No Seridó, 72% dos leitos estão ocupados e, em Pau dos Ferros, 60%.
Em Natal e na região metropolitana, a taxa está em 98%, mas Petrônio Spinelli chamou atenção para a fila de espera. “Das 10 pessoas que estão na fila de espera por UTI, metade são pacientes de Natal e Grande Natal. É muito mais grave e ainda não está completamente resolvido. Natal, além de ter superlotação, ainda tem fila grande. Isso significa que, na prática, nós temos vagas suficientes para a fila, mas essas vagas estão essencialmente centralizadas em Caicó e Pau dos Ferros”, explicou.
Suspensão da retomada econômica
O secretário ainda defendeu a suspensão da segunda fração da retomada econômica. “Os dados apresentados hoje ainda não contam com o comportamento social da semana. A decisão do governo tem a ver com essa percepção. Por isso, nesse momento, é necessária a prudência, a cautela. Essa decisão é importante e é importante que seja seguida pelas prefeituras, particularmente onde os dados continuam mais altos, onde a pressão de leitos é maior e a preocupação também”, disse.
E complementou: “Quando a gente diz que pode abrir alguma coisa, está calculado que aquela abertura, em tese, com os cuidados, exclusivamente abrindo o que foi planejado, está segura que não vai impactar nas taxas de transmissibilidade de forma importante nem vai aumentar a pressão de leitos de UTI. Na prática, como a população absorve a narrativa, interfere. Há um aumento de pessoas que não se cuidam, que saem sem necessidade ou atividades que são abertas sem autorização normativa dos decretos. Isso explica parte do problema que estamos vivenciando do processo de adiamento nessa lógica da retomada”.
O Governo do Estado anunciou, na terça-feira (7), a suspensão da segunda fração da retomada econômica que estava prevista para começar nesta quarta-feira (8). Apesar disso, as duas maiores cidades do estado, Natal e Mossoró, não acataram a decisão e seguiram com a reabertura dos estabelecimentos autorizados neste momento.

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