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Domingo, 16 de Agosto 2026
Política

Raimundo Alves nega suplência de Carlos no Senado: “É queimação”

Chefe da Casa Civil desmentiu suposição e atribui fato a uma tentativa de descredenciá-lo junto à governadora Fátima

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Raimundo Alves nega suplência de Carlos no Senado: “É queimação”
Raimundo: “Meu projeto é construir a renovação do governo que está dando certo e está mudando o Rio Grande do Norte”. Foto: José Aldenir/Agora RN.
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“É uma forma de queimação”, justificou o chefe da Casa Civil do Rio Grande do Norte, Raimundo Alves, sobre as insinuações de que ele seria o suplente de Carlos Eduardo Alves (PDT) na chapa para o Senado Federal, em uma composição com a governadora Fátima Bezerra (PT). Interlocutor oficial do governo do Estado para assuntos eleitorais, Raimundo afirmou não saber como ou quem teria dado início às especulações, mas acredita ser uma tentativa de desqualificá-lo junto à gestora petista.

“Eu estou tocando esse processo, conversando com as forças políticas e partidos a respeito disso e eu vou jogar sujo agora? Quando chegar em abril, me afastar do cargo para ser candidato a alguma coisa? Em nada, eu não sou candidato a nada. Só não vou permanecer no cargo, a partir de abril, se a governadora não quiser. Mas, se ela quiser, aqui eu estarei porque o meu projeto é construir a renovação do governo que está dando certo e está mudando o Rio Grande do Norte. Em nenhuma hipótese, eu sou candidato a nada”, afirmou, durante entrevista ao Saiba Mais.

Raimundo explicou que a discussão sobre a indicação do suplente para o Senado não foi feita ainda. “Primeiro, temos que consolidar a questão do Senado. Estou seguindo a orientação da governadora para construir essa aliança com o PDT, que passa sim pelo Senado, mas até consolidar isso, não vamos discutir outras questões de chapa majoritária”, afirmou.

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O chefe da Casa Civil reiterou que não há a mínima possibilidade de ser candidato a nenhum cargo, majoritário ou proporcional, e que seu papel dentro do projeto político-eleitoral para 2022 é bem definido. “Sou interlocutor para a construção de uma frente de apoio ao projeto de reeleição da governadora Fátima, que vem mudando o Rio Grande do Norte para melhor. Não existe e não tem qualquer procedência. Saliento, ainda, que o suplente é sim candidato sujeito a toda legislação eleitoral como qualquer outro, inclusive afastamento do cargo público”.

Chapa majoritária ainda está em processo de construção

Sobre a chapa majoritária, Raimundo Alves reafirmou que esta ainda está em processo de construção e que só será encerrada com as convenções, no fim de março. “Estamos discutindo dentro de uma tática eleitoral, tendo conversas com partidos e fazendo um trabalho para trazer o PDT para a chapa. Discutimos com PCdoB, PV, PSB, Pros e também o MDB, que tem uma capilaridade muito importante e governa 40 prefeituras, temos que levar em consideração e não podemos colocar em risco essa construção”, disse.

Para ele, a chapa da oposição está congestionada para a vaga do Senado. “O banco de candidato ao governo permanece vazio e eles não conseguem se entenderem. Mineiro começou um desafio que eu tenho repetido, de que os dois ministros brigam por uma única vaga no Senado, para ver quem é o candidato para perder a eleição. Eles poderiam assumir isso e um deles ser candidato ao governo. Seria muito bom que um deles topasse, mas, pelo jeito, a coragem para isso falta a muitos dos que receberam a bola. Não estão conseguindo se organizar para isso”, alfinetou.

FONTE/CRÉDITOS: Alessandra Bernardo

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