"Vai ser o mais ensaiado, mais técnico e tecnológico que já fiz. Quando vi o desenho do cenário, me emocionei de chegar até aqui, já sabendo que tudo foi vendido pro sábado e quase esgotado. A gente não vai ter lucro, é um show pra celebrar. Investi do meu bolso. Se tudo esgotar, fico no zero a zero e tá ótimo", diz ele, já em tom de festa: "Brinquei que vou ter que vender minha McLaren pra pagar tudo".
Filipe Ret tem jantar com namorada e deixa local com carrão de R$ 3 milhões — Foto: Fotos EXTRA
Sim, Filipe Ret tem uma. O rap, aliás, tem essa aura de ostentação. Não é lá a onda do cantor, um dos três mais ouvidos hoje no Brasil, mas ele surge quase sempre com muito ouro pendurado no corpo tatuado. Corpo, aliás, que é moldado diariamente em treinos pesados na academia. Ret ou Retchê, como muitos fãs se referem a ele, era um adolescente sem grandes atrativos, longe de ser um pegador ou o símbolo sexual que se tornou. Fruto de uma decisão racional no meio de uma depressão, que o levou a pensar em morrer.
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Filipe Ret: antes e depois — Foto: rep/ instagram
"Eu era feio, pode falar. De repente fiquei gostosão, bonitão... Cara, a verdade é que eu fiquei em depressão na pandemia. Brigando com a mulher todo dia (ele foi casado com a influenciadora Anna Estrela), filho pequeno... Um inferno! Show caindo. Me lembro até hoje, eu estava com a cabeça encostada no vidro do carro e falei: 'Não, eu não posso querer morrer, sabe, tenho uma vida pela frente, preciso completar a minha obra, não posso me afundar agora. E aí pensei: ' Vou começar a malhar, nunca mais vou parar, vou virar uma máquina! Entrei numa meta de não falhar, não faltar um dia à academia. Já são dois anos assim", revela ele, que mudou o cabelo, os dentes e o estilo.
Me lembro até hoje, eu estava com a cabeça encostada no vidro do carro e falei: 'Não, eu não posso querer morrer, sabe, tenho uma vida pela frente, preciso completar a minha obra, não posso me afundar agora"
O filho de 6 anos também teve um papel nessa história de mudanças: "Ele tem muito a ver com isso. Virou uma chave. Eu só subia no palco depois de beber e eu bebia muito. Mas perdi o prazer nisso. Eu odeio ficar bêbado, odeio gente bêbada perto de mim, me repele e eu era 100% desse mundo, tudo era cerveja e cigarrinho. Aí fui pra cocaína e foram dois anos cheirando. Me afundando e pra sair também foi difícil, embora o álcool tenha sido mais. E o cigarrinho o pior de todos. Estou há dois meses sem fumar e isso é difícil demais. Tem amigos que ficam impressionados comigo, porque muitos achavam que eu não ia dar em nada".
Filipe Ret — Foto: reprodução/ instagram
Deu. E muito veio de sua própria determinação em ter uma assinatura no mundo. Das rodas de rima na periferia aos primeiros shows com cachês de R$ 2 mil, foi rápido. Mas Ret queria mais. E convenceu dois sócios a investirem na carreira dele.
"Eu sabia. que ia dar certo. Era uma coisa dentro de mim. O rap me deu atitude. Mas tenho fé. Fé mesmo, em mim, em Deus. Meus pais me deram uma boa educação, sempre me colocaram pra cima. Só que pra chegar onde cheguei, acredito que tem muita coisa minha, da minha personalidade. Eu ter ouvido muito rap melhorou muito a minha autoestima, me fez pensar de outra forma, mais alternativa, uma forma mais honesta mais justa, O rap me educou", avalia.
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Filipe Ret e Theo — Foto: Reprodução/Instagram
Uma carreira internacional ainda não está nos planos. Basicamente porque ele não fala inglês. Não tem paixão pela língua. E Ret é um cara de paixões. Um buscador nato, que se questiona a todo tempo sobre os porquês da vida: "Sempre fui um cara que buscava propósitos, os por quês. E me identifico com a Clarice quando digo que não consigo ser simpático a todo momento, rir sem querer rir. Procuro sempre voltar pra minha essência, pro meu eu, pra minha integridade. E ela tinha essa defesa da própria integridade. Sempre quis coisas mais profundas".
O sorriso aparece quando Ret fala da relação de quatro meses com a estudante Aghata Sá. Para quem inclusive compôs. "Fiz uma música pra ela, só que ainda não soltei". Os dois têm uma relação monogâmica, porém, muito conversada, ele diz:
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Filipe Ret e Agatha Sá treinam juntos — Foto: reprodução/ instagram
"A questão sexual é fundamental na minha vida. Precisa ser cultuada (risos). Se não estiver sendo cultuada devidamente eu não fico bem. Sempre fui assim, desde a adolescência. Então, tem que ser uma namorada que compreenda isso. E hoje, graças a Deus, tenho uma namorada que entende isso. Foi um presente. Sexo é uma das coisas mais importantes do mundo e não se fala sobre. Sexo vicia. Então, acho que todas essas traições que acontecem são frutos de uma sociedade que não consegue falar sobre sexo como deveria. Não se trata de ser monogâmico ou não, a questão é mais profunda. É você ter uma parceira, um parceiro, para quem você possa expressar seus desejos, pro outro saber o que tá acontecendo. Não dialogar sobre sexo adoece as relações".
Disposto a viver o máximo que puder, Ret já vê com certa apreensão a chegada dos 40 em pouco menos de dois anos. O medo não é o de envelhecer. Mas de não ter tempo de realizar o que quer. "Quero construir uma vida bacana, uma carreira bacana. Não queria morrer no meu segundo disco. Posso criar muito mais, posso aparecer ainda mais. Eu quero deixar uma obra. Imagino meu neto me ouvindo. Tenho essa pretensão".
https://extra.globo.com/famosos/noticia/2023/10/profundo-sexy-marrento-filipe-ret-celebra-15-anos-de-carreira-namoro-e-adeus-a-bebida-perdi-o-prazer-nisso.ghtml
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