Aguarde, carregando...

Segunda-feira, 17 de Agosto 2026
Policial

Polícia fará reconstituição da morte de menino que morreu afogado em lama, em Goiânia

Trabalho de remontagem do crime vai traçar as últimas horas de vida do menino, a partir do momento em que ele saiu de casa com destino à residência da

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Polícia fará reconstituição da morte de menino que morreu afogado em lama, em Goiânia
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Policiais civis da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH) vão fazer nesta próxima semana a reconstituição da morte do menino Danilo de Sousa Silva, de 7 anos, encontrado morto afogado em lama, a 100 metros da casa onde morava, no bairro Parque Santa Rita, em Goiânia.

O trabalho de remontagem do crime vai traçar as últimas horas de vida do menino, a partir do momento em que ele saiu de casa com destino à residência da avó, os passos que fez até ser levado para a mata, como foi agredido, morto e deixado na lama por dois suspeitos já presos na última sexta-feira, o próprio padrasto, Reginaldo Lima Santos, de 33 anos, e o colega e servente de pedreiro Hian Alves de Oliveira, de 18, que detalhou o crime à polícia.

A DIH também vai ouvir novas testemunhas durante este trabalho, incluindo pessoas que teriam presenciado toda a ação dos suspeitos. Segundo o delegado Rilmo Braga, uma testemunha considerada fundamental para a investigação será mantida em absoluto sigilo, por se tratar de um adolescente.

O padrasto é apontado na investigação como o suspeito de agredir com pauladas e afogar o rosto do menino na lama, agressões que causaram a morte do menino, segundo a polícia. A participação de Hian Alves no crime foi auxiliar o padrasto durante a ação, em troca de uma moto e um carro.

Reginaldo Lima Santos, de 33 anos, e Hian Alves de Oliveira, de 18, já têm passagens pela polícia. Os dois podem responder pela morte do menino por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Se forem condenados pela Justiça de Goiás, podem cumprir penas de até 33 anos de prisão.

O antecedente criminal de Hian Alves é por lesão corporal. A ficha de Reginaldo Lima é mais extensa: por ameaça, direção perigosa, lesão corporal, injúria, ato obsceno e tentativa de feminícidio contra a mãe do menino, Gracilene Almeida da Silva, em 2018. À época, ela estava grávida e foi esfaqueada pelo companheiro, que chegou a ser preso preventivamente.

Padrasto é preso como suspeito da morte de Danilo Sousa, de 7 anos, em Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Caso Danilo

 

Danilo desapareceu no último dia 21 de julho e teve o corpo encontrado seis dias depois, a 100 metros da casa onde morava. A perícia apontou que a criança foi agredida com um pedaço de madeira e foi afogado na lama em uma mata.

O delegado Rilmo Braga, titular da DIH, delegacia responsável pela força-tarefa montada para solucionar o caso, explicou que o padrasto estava insatisfeito com a convivência com o menino e tinha aversão aos dois enteados. Ao todo, a família era composta por seis crianças, sendo que apenas quatro eram fruto da relação de Reginaldo com a mulher.

Braga descartou, neste momento, a prática de violência sexual contra o menino durante o crime. "Por hora, está descartada conotação de crime sexual. As lesões encontradas no corpo do menino pela perícia não apontam diretamente para este tipo de ato", explica o delegado.

Reginaldo Lima, padrasto do menino, e Hian Alves, colega e suspeito de auxiliar na morte, em Goiânia, Goiás — Foto: Divulgação/Polícia Civil de Goiás

O delegado Ernane Oliveira Cazer, que também investiga o caso, descreveu a participação do servente de pedreiro. "O padrasto prometeu uma moto e um carro para Hian ajudá-lo. Ele, então, esperou o padrasto e o menino entrarem na mata e, depois, foi ao local para ajudar a segurar a criança, enquanto o padrasto machucava o menino, por pura maldade", detalhou o investigador.

Rilmo Braga explica que Hian trouxe revelações que somente uma pessoa que esteve no local do crime poderia saber. "A outra testemunha, que será guardada em sigilo por se tratar de um adolescente, presenciou o adentramento dos suspeitos na mata", esclarece o delegado.

Asfixiado na lama

A perícia feita no corpo e no local que ele foi encontrado apontaram que Danilo foi asfixiado em lama, como explicou o gerente do Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia, o médico legista Mário Eduardo Cruz. Segundo ele, o corpo do menino estava no local há alguns dias - entre sete e dez.

"A causa da morte a gente consegue precisar. Durante a necrópsia, nós encontramos presença de lama tanto na cavidade oral como na traqueia. Isso configura a mudança do meio respirável, então, asfixia por afogamento", explicou.

Velório

Danilo foi enterrado no Cemitério Municipal Vale da Paz, em Goiânia, na tarde de quarta-feira (29). Durante o velório, os padrasto se mostrou inconsolável e precisou ser amparado por dois homens.

Já a bisavó do garoto, Maria de Almeida Silva, estava emocionada. "Esquecer, nós nunca vamos esquecer, mas Deus vai consolar a gente porque a aflição é muito grande", relatou emocionada.

Enterro do menino Danilo Sousa Silva achado morto em matagal, em Goiânia, Goiás — Foto: John William/TV Anhanguera

FONTE/CRÉDITOS: g1

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Correio do Agreste
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )