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Segunda-feira, 17 de Agosto 2026
Policial

PM suspeito de matar irmão e cunhada a tiros em Natal se apresenta, entrega arma e é afastado das ruas

Crime aconteceu na terça-feira (18), na Zona Norte da cidade. Como não havia mais flagrante, soldado vai aguardar julgamento em li

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
PM suspeito de matar irmão e cunhada a tiros em Natal se apresenta, entrega arma e é afastado das ruas
Crime aconteceu no conjunto José Sarney, na Zona Norte de Natal — Foto: Inter TV Cabugi/Reprodução
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O policial militar que é suspeito de matar o próprio irmão e a cunhada a tiros em Natal se apresentou à Polícia Civil no início da tarde desta quinta-feira (20) à Polícia Civil. Como não havia mais flagrante, ele agora vai aguardar o julgamento em liberdade. O crime aconteceu na noite da terça-feira (18) no conjunto José Sarney, na Zona Norte de Natal.

O soldado é lotado em São Miguel do Gostoso, no litoral Norte do estado, mas foi afastado das funções e deve passar a dar expediente no Quartel Geral da PM, na Zona Leste da capital. Após se apresentar à Polícia Civil, inclusive, ele foi ao QG e entregou sua arma. Em seguida, também foi liberado.

 

Silêncio

 

Segundo a Polícia Civil, o PM chegou à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) pouco depois do meio-dia. Estava acompanhado de cinco advogados, e preferiu permanecer em silêncio, se reservando ao direito de só responder a qualquer questionamento em juízo.

 

O crime

 

Segundo a Polícia Civil, o PM teria entrado pelos fundos da casa e, armado, surpreendido o casal. A mulher foi atingida na cabeça e morreu na hora. Já o irmão do policial, foi baleado no abdômen e socorrido até a Unidade de Pronto Atendimento do Potengi. Porém, não resistiu aos ferimentos.

Carlos Alberto Ferreira tinha 53 anos, e a mulher dele, Maria de Fátima Alves da Cruz Ferreira, 48.

Segundo relatos de testemunhas, há 10 dias vários disparos foram feitos no portão da casa do casal.

A Polícia Civil também contou que recebeu informações de que, há alguns anos, os irmãos tinham uma empresa de manutenção de equipamentos de panificação. Porém, houve um desentendimento familiar e a sociedade acabou.

Após o fim do negócio, Carlos Alberto montou uma outra empresa no mesmo ramo, onde a esposa trabalhava como secretária. Essa briga, que terminou com o fim da sociedade, é a principal motivação do crime, segundo o delegado Frank Albuquerque, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Após matar o casal, o PM roubou o carro do irmão para fugir do local do crime. Em seguida, abandonou o veículo ruas depois.

FONTE/CRÉDITOS: Anderson Barbosa, G1 RN

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