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Segunda-feira, 17 de Agosto 2026
Natal RN

Natal registra ocupação de 100% dos leitos estaduais há pelo menos um mês

Ao mesmo tempo em que enfrenta seu período mais conturbado, o Rio Grande do Norte iniciou nesta quarta-feira (1º) a flexibilização das medidas de rest

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Natal registra ocupação de 100% dos leitos estaduais há pelo menos um mês
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Aocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para tratamento da Covid-19 voltou a subir nas últimas semanas e já supera o patamar de 80% em pelo menos 13 capitais.

 

Natal, capital do Rio Grande do Norte, registra uma ocupação de 100% dos leitos da rede estadual há pelo menos um mês. Rio Branco, no Acre, vive situação semelhante, com 95% dos leitos ocupados.

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Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, São Luís, Maceió, Boa Vista, Teresina, além da região metropolitana de Vitória registram índices de ocupação de UTI acima de 80%.

A maioria destas capitais viram o número de casos da Covid-19 crescer nas últimas semanas após o início da reabertura gradual de atividades econômicas. Diante dese avanço, parte das cidades começou a recuar nas medidas de flexibilização, caso de Belo Horizonte.

Depois de iniciar a abertura em 25 de maio, a capital mineira voltou ao estágio onde apenas serviços essenciais são autorizados a abrir as portas. Com 5.195 casos e 121 mortes registrados, a capital tem ocupação de 86% nos leitos públicos reservados para Covid-19.

O estado Minas Gerais, que chegou perto de 92% de ocupação na semana passada, registrou taxa de 88% nesta semana -- o estado não divulga número separado de leitos para Covid-19.

O governo afirma ter dificuldade em expandir a rede de atendimento por causa da falta de profissionais especializados.

No Paraná, estado que até então não tinha decretado medidas mais restritivas, a taxa de ocupação de UTIs passou de 59% para 63%, mesmo com a abertura de 36 novos leitos em uma semana.

As regiões oeste e leste do estado, onde fica a Curitiba, possuem os quadros mais críticos. Na capital, 83% dos leitos para pacientes com a Covid-19 estão cheios. Em quatro hospitais de Curitiba com alas exclusivas para tratamento da doença, já não há vagas.

O governador Ratinho Jr. (PSD) anunciou nesta terça-feira (30) uma “quarentena restritiva”. Por 14 dias, em pouco mais de 30% dos municípios do estado, incluindo na capital, o comércio e serviços estarão restritos às atividades essenciais.

Também enfrentando um crescente de casos de Covid-19, Porto Alegre está com 81% das UTIs ocupadas, mas há casos de hospitais com ocupação de 95%, como o Hospital Nossa Senhora da Conceição. O prefeito da capital gaúcha, Nelson Marchezan Jr. (PSDB), restringiu atividades, vetando funcionamento de construção civil, indústria e comércio não-essencial.

Florianópolis também chegou a 81% dos leitos de UTI ocupados. A prefeitura da capital catarinense também restringiu circulação e até aumentou o valor do aumento de multa por falta de uso de máscara.

Dentre as capitais do Nordeste, a situação permanece bastante grave em Natal. Na tarde desta terça-feira, não havia leitos de UTI disponíveis na rede pública estadual para pacientes com suspeita de Covid-19.

O esgotamento das 54 vagas de UTI distribuídas por três hospitais estaduais da capital potiguar fez com que pacientes passassem a acionar a Justiça para conseguir um leito para tratamento.

Ao mesmo tempo em que enfrenta seu período mais conturbado, o Rio Grande do Norte iniciou nesta quarta-feira (1º) a flexibilização das medidas de restrição. Foi autorizada a abertura de lojas com menos de 300 metros quadrados e de salões de beleza.

“Se houver aumento da contaminação e da ocupação de leitos não hesitaremos em voltar a restringir as atividades para proteger a vida das pessoas”, afirmou a governadora Fátima Bezerra (PT).

Alagoas vive situação semelhante, com o início da flexibilização coincidindo com o período de maior ocupação de leitos para pacientes graves da Covid-19. Apesar da abertura de 33 leitos de UTI, a taxa de ocupação subiu de 73% para 79%. Em Maceió, o aumento foi ainda maior: de 74% para 86%.

A Bahia mantém suas medidas restritivas, mas também segue com a ocupação de leitos de UTI crescente, atingindo 77%. Em Salvador, essa taxa chegou a 82%.

Na região norte, Acre e Roraima enfrentam os piores cenários. Com 95% dos leitos ocupados na capital Rio Branco, o Acre enfrenta novo esgotamento da capacidade do sistema de saúde de absorver novos pacientes.

Em Roraima, a ocupação dos 30 leitos reservados para adultos na única unidade de referência para Covid-19, o Hospital Geral Rubens de Souza Bento, atingiu capacidade total no começo da semana. Considerando vagas em maternidade, a taxa fica em 81%.

Dentre os estados do Centro-Oeste, Mato Grosso segue em cenário crítico. A ocupação de leitos de UTI sob gestão estadual alcançou 90% nesta segunda-feira (29), confirmando o avanço da Covid-19 registrado nas últimas semanas. No dia 22, o índice era de 87%.

Já no Distrito Federal, a taxa de ocupação de leitos de UTI caiu de 67% para 63%. A despeito da queda, houve uma evolução recente no ritmo de detecção de novos casos da doença, o que fez o governo decretar estado de calamidade pública.

Estados que estiveram em estado mais crítico têm menos pressão sob o sistema de saúde. O Amazonas, que chegou a ter 100% dos leitos ocupados no início da pandemia, agora tem apenas 41% das UTIs públicas com pacientes internados.

Em Pernambuco, que também enfrentou situação de colapso, a taxa de ocupação era de 77% nesta segunda-feira (29). É o número mais baixo desde o início de abril.

O Rio de Janeiro, viu a taxa de ocupação cair a 34% nesta segunda, considerando todos os 659 leitos intensivos destinados ao tratamento de Covid-19 na rede estadual. A capital, apesar da queda, ainda tem uma situação menos favorável, com 73% de ocupação nas UTIs públicas.

Em São Paulo, a queda é menor, mas gradual. O governo registrou uma taxa de 64,6% no estado e de 66% na Grande São Paulo nesta terça-feira. Na semana anterior, os números estavam em 65,7% e 68%, respectivamente.

FONTE/CRÉDITOS: agora rn

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