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Hillary Clinton defende que Facebook seja punido por minar a democracia

A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos Hillary Clinton disse que o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg,
Hillary Clinton defende que Facebook seja punido por minar a democracia
(Foto: Reuters)

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A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos Hillary Clinton disse que o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, deve "pagar um preço por ter causado danos à democracia" com a disseminação de notícias falsas que interferirem em resultados eleitorais em diversos países. No Brasil, a divulgação de notícias falsas pelo WhatsApp, que pertence ao Facebook, foi fundamental na eleição de Jair Bolsonaro

A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos Hillary Clinton disse que o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, deve "pagar um preço por ter causado danos à democracia" com a disseminação de notícias falsas (fake news) que intertferirem em resultados eleitorais em diversos países. No Brasil, a divulgação de notícias falsas pelo WhatsApp, que pertence ao Facebook, foi fundamental na eleição de Jair Bolsonaro.  As afirmações de Hillary foram publicados no jornal britânico The Guardian

“Quando o Facebook é a principal fonte de notícias para mais da metade do povo americano, e a única fonte de notícias à qual a maioria presta atenção, e se anuncia que não tem responsabilidade pela veiculação de anúncios falsos ... como estão você deveria obter informações precisas sobre qualquer coisa, sem falar nos candidatos que concorrem ao cargo?", questiona ela, que falou em Nova York durante uma exibição de The Great Hack, um documentário da Netflix sobre o escândalo da Cambridge Analytica. 

A consultoria política usou perfis coletados ilegalmente no Facebook para atingir os eleitores nas eleições nos EUA. Em abril, a rede social disse que cerca de a 87 milhões de usuários iveram dados explorados pela Cambridge, principalmente, a serviço de Donald Trump.

De acordo com Hillary, houve nos EUA "uma guerra contra a verdade", na qual a "manipulação de informações" promoveu os interesses de um conjunto de "pessoas incrivelmente ricas que acreditam que podem fazer o que quiserem".

No Brasil, a divulgação de informações falsas foi fundamental na eleição de Jair Bolsonaro. No pleito do ano passado houve uma campanha ilegal contra o então presidenciável Fernando Haddad (PT) com base na divulgação de fake-news (notícias falsas) no WhatsApp, que pertence ao Facebook. O objetivo era prejudicar o x-prefeito e favorecer Bolsonaro. Conforme denunciou uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo, cada contrato chega a R$ 12 milhões.

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