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Domingo, 16 de Agosto 2026
Rio Grande do Norte

Governo do RN não vai pagar dividas de 2018 com dinheiro de 2019

Alegando risco de paralisação de serviços, Comitê de Gestão Financeira proíbe uso de recursos de 2019 para pagar R$ 2,4 bilhões de

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Governo do RN não vai pagar dividas de 2018 com dinheiro de 2019
Proibição de pagar dívidas de 2018 com dinheiro de 2019 foi oficializada em resolução pelo Governo do RN.
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O governo do estado oficializou nesta quinta-feira (13) que não vai usar recursos de 2019 para pagar dívidas deixadas pela gestão anterior, o que inclui pagamento a fornecedores. Há pelo menos R$ 2,4 bilhões em dívidas, feitas sem lastro financeiro.

A justificativa é que esses pagamentos oferecem risco de “paralisação das atividades operacionais e administrativas do Governo, uma vez que os fornecedores de produtos e serviços de 2019 somente teriam quitação dos seus pagamentos a partir de 2020”.

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De acordo com a resolução, essas dívidas inscritas em restos a pagar foram feitas sem que houvesse dinheiro para pagar. A resolução determina que “as receitas correntes do exercício de 2019 deverão ser utilizadas exclusivamente para o pagamento de despesas públicas de competência do exercício de 2019.”

E também que “os pagamentos em desacordo com o texto, a exemplo restos a pagar, despesas de exercícios anteriores e indenizações relativas a despesas de exercícios anteriores, somente serão efetuados após autorização do Comitê de Gestão e Eficiência”.

A resolução avisa que essa autorização só será dada caso haja “justificativa plausível do ordenador de despesa primário relativo à necessidade do pagamento para manter regular a continuidade do serviço público”. Ou seja, só vão pagar despesas feitas em 2018 caso haja risco para a manutenção dos serviços em 2019.

A resolução é assinada pelos secretário do Gabinete Civil, Raimundo Alves Júnior; de Planejamento, José Aldemir Freire; de Administração, Virgínia Ferreira Lopes; de Tributação, Carlos Eduardo Xavier; e também pelo Controlador-geral, Pedro Lopes de Araújo Neto; e pelo procurador-geral do Estado, Luiz Antônio Marinho da Silva.

Não há na resolução nenhuma indicação de quando serão feitos os pagamentos dessas dívidas deixadas pela gestão anterior, quando o governador era Robinson Faria (PSD). Com relação a salários, a administração atual – comandada por Fátima Bezerra (PT) – tem dito que as quitações serão feitas com receitas extras. Quem tem dinheiro para receber certamente não vai gostar dessa medida. Ainda não é um “calote”, mas fica bem parecido com um tipo de “moratória”.

FONTE/CRÉDITOS: Everton Dantas op9

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