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Foto comovente mostra recém-nascida sendo carregada atrás do caixão da mãe, vítima da covid

Samantha Willis, 35 anos, mãe de quatro crianças, morreu na última semana após uma batalha

Foto comovente mostra recém-nascida sendo carregada atrás do caixão da mãe, vítima da covid
Bebê é carregada atrás do caixão da mãe, que morreu de covid (Foto: Reprodução/Mirror)
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Samantha Willis, 35 anos, mãe de quatro crianças, morreu na última semana após uma batalha de 16 dias contra a covid. Segundo o marido, ela entrou em trabalho de parto após ser diagnosticada com o vírus e não chegou a conhecer a filha

As fotos de um bebê recém-nascido sendo carregado atrás do caixão de sua mãe, que morreu há pouco dias de covid-19, estão comovendo as redes sociais. A britânica Samantha Willis, 35 anos, lutou contra o vírus durante 16 dias, mas acabou não resistindo e foi a óbito na última semana. Seu funeral foi realizado em Londonderry, Irlanda do Norte, nesta segunda-feira (23).

Nas fotos do velório, uma mulher aparece segurando a filha recém-nascida de Samantha, Eviegrace, logo atrás do caixão da mãe, que era carregado por vários homens. Pelas redes sociais, o marido Josh Willis fez uma homenagem emocionante à esposa e pediu às pessoas que tomem a vacina. Segundo ele, Samantha não chegou a ser vacinada. 

“Passei horas na UTI na quinta e na sexta-feira com minha esposa que faleceu. É real, os números são reais. Tome sua vacina para que você ou sua família não tenham que passar pelo que eu passei. Enquanto escrevo, estou deitado ao lado dela. Ela tem 35 anos, não foi vacinada e está em um caixão", escreveu.

Mãe não conseguiu pegar a filha nos braços (Foto: Reprodução/Mirror)

"Hoje foi o pior dia da minha vida. Perdi o amor da minha vida, Samantha, para a covid-19. Samantha lutou muito nos últimos 16 dias, mas no final não foi o suficiente. Ela fez o possível para voltar para casa, para sua família e seus lindos filhos. Ela faleceu de madrugada pacificamente na UTI do Hospital Altnagelvin. Eu, a mãe dela e os dois filhos mais velhos estávamos ao seu lado. Ela não sentia dor e se sentia confortável quando se foi. Enquanto estava no hospital, ela também deu à luz nossa mais nova filha, que ela nunca conheceu adequadamente ou segurou em seus braços", lamentou. 

"Vou garantir que Eviegrace saiba tudo sobre a mãe que ela nunca vai conhecer. Nunca vou deixar ninguém se esquecer de você e vou lembrar de todos os momentos especiais e experiências que compartilhamos juntos. As crianças, incluindo Holly e Shéa, são agora minha principal prioridade. Tudo o que quero fazer agora é deixar Samantha orgulhosa", garantiu. "Durma bem, minha rainha. Amo você", finalizou.

Segundo informações postadas no Go Fund Me, logo após testar positivo para a covid, Samantha teve que ser internada no hospital. Embora inicialmente tenha respondido ao tratamento, sua condição geral piorou. Os médicos tomaram a decisão de fazer o parto e Eviegrace nasceu no dia 5 de agosto. Samantha foi levada imediatamente para a UTI e não conseguiu encontrar ou mesmo segurar Eviegrace. Ela entrou em coma no dia 12 de agosto, "teve dias bons e dias ruins" enquanto lutava por sua vida. Infelizmente, ela faleceu pouco depois da meia-noite de 20 de agosto, deixando o marido e quatro filhos, incluindo a recém-nascida.

Samantha com o marido e os três filhos mais velhos (Foto: Reprodução/GoFundMe)

Vacinação de gestantes contra a covid
A vacinação das gestantes no Brasil teve início em 23 abril, com as mulheres com alguma comorbidade. Em maio, vários estados, como São Paulo, anunciaram a imunização de todas as gestantes, mesmo as que não tinham comorbidades. No entanto, a falta de orientação clara do Ministério da Saúde sobre a vacinação das gestantes permite que cada estado siga com seu plano de imunização. "Não há uma norma nacional de vacinação de todas as gestantes e puérperas. A NT 651 /2021, que é a vigente, recomenda vacinar somente aquelas com comorbidades. Depois, o MS divulgou em sequência uma série de notas confusas e contraditórias. Então, cada Estado e, às vezes, município está fazendo do seu jeito", avalia a obstetra Melania Amorim, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Paraíba.

Em nota divulgada em junho, a Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo (SOGESP) defende que todas as gestantes e puérperas, com ou sem comorbidades, sejam imunizadas contra o novo coronavírus. No país, por enquanto, as gestantes podem ser imuizadas apenas com as vacinas Coronavac ou Pfizer. O uso da vacina da Fiocruz/Astrazeneca para grávidas e puérperas segue suspenso por orientação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e do Ministério da Saúde.

FONTE/CRÉDITOS: CRESCER ONLINE
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