“Carlos Eduardo, hoje, é peça fundamental para a reeleição da governadora Fátima Bezerra e a continuidade do projeto de recuperação e desenvolvimento do nosso Estado”, afirmou o ex-controlador-geral do Estado e pré-candidato a deputado estadual Pedro Lopes (PT), ao defender a permanência de Carlos Eduardo Alves (PDT), na chapa majoritária da governadora Fátima Bezerra (PT). Para ele, caso o presidente estadual do PSB, deputado federal Rafael Motta, insista em ser pré-candidato pela chapa governista, poderá dividir os votos dos eleitores progressistas no RN.
“Ao se confirmar como candidato ao Senado, poderá dividir votos com Carlos Eduardo, que também tem identidade progressista, e pode acabar favorecendo a eleição de Rogério Marinho, que todos sabemos ser um representante do fracassado ultraliberalismo que tanto mal está fazendo ao país, aos trabalhadores e empobrecendo a classe média, levando a miséria os mais pobres”, explicou.
Pedro Lopes afirmou esperar que o “bom senso e o interesse” em resolver os problemas enfrentados pelo RN prevaleça, em detrimento dos “projetos pessoas” e acredita que o impasse entre os dois será superado. Ele disse ainda considerar Rafael Motta um parlamentar coerente na defesa das pautas progressistas e do trabalhador, que certamente terá espaço maior na política local. Mas que, para o pleito de 2022, deve concorrer à reeleição federal. “Tudo a seu tempo. Tenho grande respeito e entusiasmo pelo desempenho político do deputado”, ressaltou.
Sobre a aliança política entre PT e PDT no Rio Grande do Norte, Pedro Lopes disse que qualquer projeto eleitoral que se propõe ser vitorioso deve buscar alianças. E que, quem deseja ocupar o comando do Executivo, deve dialogar e unir forças convergentes, do ponto de vista ideológico, e nesse pleito em particular, na unidade progressista, cabe todos os partidos de centro, esquerda e direita.
“Assim, compreendo que a aliança PT-PDT é possível porque são partidos que defendem a social-democracia, ou seja, a conciliação entre a pauta do desenvolvimento econômico com a promoção da justiça social. De um lado estimulando o fortalecimento das empresas, que gera emprego, renda e por conseguinte maior arrecadação de impostos, que por sua vez são revertidos em políticas públicas inclusivas e que buscam melhorar a vida das pessoas”, pontuou.
Ele afirmou ainda que cada pleito tem sua história e, na política, deve-se, quase sempre, olhar para frente. “O ponto central das alianças deve ser a convergência sobre o melhor caminho para o futuro do país e do Estado, e, nesse sentido, é plenamente justificável a aliança Fátima Bezerra e Carlos Eduardo. Olhemos o exemplo do ex-presidente Lula, que foi o maior prejudicado em 2018 e hoje, dá uma aula prática de como se deve fazer política, dialogando com todas as forças de centro com o objetivo de retomar o projeto desenvolvimentista para o país”, disse.

Correio do Agreste