"Um dos principais pontos de discórdia é uma declaração conjunta que Biden que ver aprovada sobre mudanças climáticas e meio ambiente", afirma o jornalista Jamil Chade
O governo dos Estados Unidos vem pressionando o Itamaraty a assinar, durante a reunião da Cúpula das Américas, realizada ao longo desta semana, uma série de compromissos ambientais que o governo Jair Bolsonaro considera como "complicados", diz o jornalista Jamil Chade, no UOL.
“Nos bastidores, negociadores revelam à coluna que um dos principais pontos de discórdia neste momento é uma declaração conjunta que Biden que ver aprovada sobre mudanças climáticas e meio ambiente”, destaca a reportagem.
Entre os gestos para que Bolsonaro compareça à reunião está a promessa da realização de um encontro bilateral entre o atual ocupante do Palácio do Planalto e o presidente dos EUA, Joe Biden, como pedido há meses pelo governo brasileiro.
“Segundo diplomatas, aspectos do texto proposto pelos americanos foram recebidos com preocupação por parte do Palácio do Planalto e, pelo menos por enquanto, não existe um entendimento. Diplomatas brasileiros também estimam que o desaparecimento nos últimos dias do correspondente do jornal The Guardian, na Amazônia, possa incrementar a pressão sobre Bolsonaro. O jornalista Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira desapareceram quando realizaram uma expedição a uma das zonas mais isoladas da floresta. O brasileiro estava sendo alvo de ameaças”, ressalta Chade no texto.
“Para a cúpula de Los Angeles, negociadores apontam que o que era para ser uma declaração para mostrar o compromisso da região agora ameaça mostrar a distância que existem entre os países”, afirma o jornalista.

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