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Domingo, 16 de Agosto 2026
Economia

Efeito eleitoreiro do empréstimo consignado do Auxílio Brasil dará até R$ 2,6 mil e aumentará endividamento dos mais pobres

Regulação da medida eleitoreira do governo para turbinar a campanha de reeleição de Jair Bolsonaro não estabelece um limite dos juros que poderão ser cobrados pelos bancos

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Efeito eleitoreiro do empréstimo consignado do Auxílio Brasil dará até R$ 2,6 mil e aumentará endividamento dos mais pobres
(Foto: Leonardo Sá/Agência Senado | Marcello Casal jr/Agência Brasil | REUTERS/Adriano Machado)
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 A equipe econômica está finalizando os detalhes para regulamentar os empréstimos consignados com desconto na folha dos beneficiários do Auxílio Brasil. A medida, que será implementada às pressas às vésperas das eleições, visa injetar recursos junto a parcela mais pobre da população com o objetivo de turbinar a campanha de reeleição de Jair Bolsonaro (PL). A medida provisória sobre o tema foi sancionada pelo atual ocupante do Palácio do Planalto na quarta-feira (3). 

Ao todo, os beneficiários do programa poderão receber até R$ 2,6 mil neste mês, por meio do novo piso de R$ 600 e R$ 2 mil em empréstimos. De acordo com o jornal O Globo, a regulamentação não vai estabelecer o teto de juros que poderão ser cobrados pelos bancos, deixando uma taxa livre. O comprometimento poderá chegar ao máximo de 40% do valor recebido considerando como base o benefício permanente, de R$ 400. O valor de R$ 600 é válido apenas até o mês de dezembro deste ano. 

O economista, professor da UFRRJ e coordenador da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), Renato Maluf, afirma que a medida “é um remendo de caráter eleitoreiro. Eles tiveram quatro anos para tomar iniciativas em relação a esse segmento da população e desenharam um programa (Auxílio Brasil) que é muito criticado. É o tipo de resposta de quem não tem capacidade nem interesse de tratar a raiz dos problemas”. 

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A mesma avaliação é feita pela coordenadora do programa de serviços financeiros do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim. “Provavelmente essa medida é de cunho eleitoreiro, porque ela não foi planejada. Embora esse grupo necessite de um apoio do governo, esse segmento não deveria ser exposto a essa política de crédito, observa. 

FONTE/CRÉDITOS: 247

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