São Paulo – A anunciada exoneração do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que vem sugerindo mais uma crise neste segundo mês do governo de Jair Bolsonaro, pode estar sendo vista pela equipe econômica do ministro Paulo Guedes como outra dificuldade para a aprovação da "reforma" da Previdência. "Eles sabem que quanto mais ruído no Congresso Nacional, menor será a capacidade de aprovar essa agenda", avalia o cientista político Vitor Marchetti, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC).
O novo governo tem afirmado como uma de suas prioridades a aprovação do novo regime previdenciário. Para Marchetti, toda essa movimentação de crise em torno do clã Bolsonaro, acandidatura de laranjas no PSL e seu cedimento enquanto partido, pode estar sinalizando para a equipe econômica falta de capacidade do presidente no papel de mediador e, principalmente, para conseguir apoio na "reforma" da Previdência.
"A minha sensação é a de que, assim de que ele aprovar a reforma da Previdência, se conseguir aprovar, terá um abandono do barco", afirma o cientista político, apontando o desmoronamento da base de apoio do governo. "Não tem condições de manter qualquer racionalidade de agenda", diz Marchetti.
Ouça a entrevista na Rádio Brasil Atual
Você pode conferir a partir do ponto 1:05:26

Correio do Agreste