A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Esperança, a única de Parnamirim, na Grande Natal, atingiu na manhã desta terça-feira (23) 100% de ocupação dos leitos – tanto os gerais quanto os mais críticos. Com isso, a unidade precisou fechar o atendimento, por até 6 horas, para pacientes das classificações “azul” e “verde”. Apenas os pacientes mais graves, das classificações “laranja” e “vermelho”, estão sendo acolhidos, mas precisam aguardar liberação de leitos para internação ou são encaminhados para outros hospitais. De acordo com o diretor da UPA, Henrique Costa, a maioria dos pacientes internados está com Covid-19, sendo quatro intubados. Ao todo, a unidade dispõe de 28 leitos, sendo que 15 estão preenchidos com casos de coronavírus. Além disso, a equipe médica foi reforçada. Henrique afirmou que dois pacientes devem ser transferidos nas próximas horas para Caicó, o que vai liberar dois leitos na UPA. Eles serão transferidos de avião para o interior porque não há leitos disponíveis na Grande Natal. “Na UPA hoje temos 28 leitos, sendo as áreas vermelha, laranja, observação e pediatria. Hoje estamos com todos os leitos ocupados. Eu não tenho 1 ponto de oxigênio. E para todos os pacientes regulados, não temos uma vaga na Grande Natal”, afirmou o diretor da UPA em entrevista à PNTV. “Estamos com dois pacientes para serem transferidos para Caicó. Estamos encaminhando para a Base Aérea, de onde serão transportados através de avião para a gente dar condição de saúde mais adequada”, complementou. Os pacientes que chegam à UPA de Parnamirim nesta terça-feira e que são das classificações “azul” e “verde”, ou seja, de baixo risco, são encaminhados para as unidades básicas de saúde ou para o Centro de Saúde Suzete Cavalcante, em Nova Parnamirim. Nas próximas quatro ou seis horas, transferências de pacientes mais graves serão realizadas para que a unidade volte a receber pacientes das demais classificações de risco. Situação de colapso O diretor da UPA de Parnamirim, Henrique Costa, afirmou que o quadro da pandemia na cidade é dramático. Não só os leitos da UPA estão ocupados, mas também os 10 leitos de UTI da Maternidade do Divino Amor e os 15 do hospital municipal de campanha. De acordo com ele, a situação pode piorar até o fim da semana. “Ou as pessoas se conscientizam que a doença existe… Eu convido até esses incrédulos para nos fazer uma visita na UPA para ver a nossa realidade. Hoje o nosso estado, a nossa região, o nosso país, está colapsando. A tendência é que, até o fim desta semana, o quadro pode se agravar ainda mais”, concluiu.
FONTE/CRÉDITOS: Agora rn
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