O Ceará tem o quinto maior índice de assassinatos de mulheres no país, com uma taxa de homicídios por 100 mil habitantes em 5,5. O estado fica atrás apenas de Mato Grosso do Sul (8,3), Rondônia (7,6), Roraima (6,8) e Mato Grosso (5,8). Os números correspondem ao ano de 2022, segundo o Monitor da Violência, levantamento do g1.
Em muitos casos as vítimas de agressões não denunciam os crimes à polícia, e o número real de casos de violência de gênero são bem maiores, aponta o estudo.
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No Ceará, a maior parte das agressões foi cometida pelo cônjuge ou ex. Pelo menos seis ocorrências de feminicídios, no ano passado, foram motivadas por término de relacionamento. O estudo também aponta que pelo menos 31 mulheres foram vítimas de violência sexual no mesmo período.
Além disso, 28 foram vítimas de feminicídio, 27 vítimas de homicídio, 15 de tortura/cárcere privado/sequestro; 12 de agressão verbal/ameaça e 10 de transfeminicídio.
A maior parte dos registros tem como autor da violência companheiros e ex-companheiros das vítimas. São eles os responsáveis por 75% dos casos de feminicídio. As principais motivações são brigas e términos de relacionamento.
“Para além da responsabilidade individual, precisamos refletir sobre a responsabilidade do estado em tolerar que tantos feminicídios aconteçam. Já foram assinados tratados e já avançamos em algumas direções, mas ainda se permite a impunidade. E isso se dá ao não saber como esse crime acontece, não se fazer o devido registro, não qualificar juridicamente da maneira correta”, explica Edna Jatobá, coordenadora do observatório da segurança de Pernambuco.
FONTE/CRÉDITOS: Isayane Sampaio, g1 CE
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