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Domingo, 16 de Agosto 2026
Brasil

Brasil reduz 8% de casos de tuberculose em dez anos

Na última década, o Brasil teve uma redução de 8% nos casos de tuberculose. Apesar disso, ainda são registrados 200 novos casos por dia.

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Brasil reduz 8% de casos de tuberculose em dez anos
Tuberculose mata 1 milhão de pessoas no mundo ao ano | foto: Senhorasesenhores.com
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Na última década, o Brasil teve uma redução de 8% nos casos de tuberculose. Apesar disso, ainda são registrados 200 novos casos por dia. Com o foco no combate ao novo coronavírus, passou despercebido o Dia Mundial de Combate à doença, na última terça-feira (24). 

No Brasil, em 2019, foram registrados 73.864 mil casos novos da doença. Apesar da redução de 8% no número de óbitos na última década (4.881 óbitos em 2008), em 2018, 4.490 pessoas morreram no país.

A doença é grave e configura entre as 10 principais causas de morte no mundo. A contaminação anual chega a 10 milhões de pessoas e, desse número, um milhão vai a óbito. Apesar de ter cura, o abandono do tratamento é a principal causa das mortes pela doença. Ao apresentarem melhora nas primeiras semanas do tratamento, os pacientes acreditam estar curados e interrompem a terapia. O Ministério da Saúde adverte que somente ao final de todo o processo e com a liberação do médico é que se tem a cura. O tratamento oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS) dura, em média, seis meses.

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O Ministério da Saúde vai reforçar a importância de concluir o tratamento por meio de uma campanha na internet direcionada a pessoas com a doença. Quando não causa a morte, a interrupção dos medicamentos pode promover a resistência aos antibióticos, e agravamento da infecção, o que significa um tempo maior para o paciente conseguir se livrar dela. Além do risco de transmissão.

No Brasil, de cada 10 pessoas que iniciam o tratamento, pelo menos uma abandona o uso dos medicamentos, segundo o Ministério da Saúde. O esquema básico consiste na administração de medicamentos em doses combinadas fixas, ou seja, 4 em 1 (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol) durante dois meses, seguida de 2 medicamentos em 1 (rifampicina e isoniazida) durante quatro meses.

“A tuberculose, como toda doença infecciosa de longa duração, também pode alterar a imunidade da pessoa e, por isso, torná-la mais suscetível ao desenvolvimento de outras doenças, inclusive ao coronavírus. Por isso, é preciso redobrar os cuidados, evitar sair de casa, sempre higienizar bem as mãos, não tocar no rosto, nariz e boca e fazer o máximo possível para não estar em ambientes com aglomeração”, destaca a Coordenadora-Geral de Vigilância das Doenças de Transmissão Respiratória de Condições Crônicas do Ministério da Saúde, Denise Arakaki.

FONTE/CRÉDITOS: PORTAL DA TROPICAL

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