O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Abraham Weintraub, será o novo ministro da Educação do governo Bolsonaro. O anúncio foi feito no final da manhã desta segunda-feira, pelo próprio presidente, encerrando a polêmica gestão do colombiano naturalizado brasileiro Ricardo Vélez Rodríguez.
Em menos de 100 dias no cargo, Vélez protagonizou uma série de polêmicas, como querer revisar os livros didáticos a respeito do golpe de 1964 e obrigar que os alunos fossem filmados cantando o Hino Nacional. Com isso, acabou perdendo o apoio principal, o do filósofo Olavo de Carvalho, influenciador do bolsonarismo.
Na sexta-feira (5), num explícito processo de “fritura pública” do auxiliar, Bolsonaro afirmou que o ministério “não estava dando certo”. “É uma pessoa bacana, honesta, mas está faltando gestão, que é uma coisa importantíssima. Vamos tirar a aliança da mão esquerda e pôr na mão direita ou na gaveta”, disse sobre Vélez.
Já Olavo de Carvalho afirmou que não iria fazer nada contra Vélez, a quem chamou de “traiçoeiro”. “Mas garanto que não vou lamentar se o botarem para fora do ministério”. O ex-ministro enfrentava uma crise que vem desde sua posse, com disputa interna entre grupos adversários, medidas contestadas, recuos e quase 20 exonerações.
Bolsonaro informou em sua conta no Twitter que Abraham Weintraub será o novo chefe da pasta. “Abraham é doutor, professor universitário e possui ampla experiência em gestão e o conhecimento necessário para a pasta. Aproveito para agradecer ao professor Vélez pelos serviços prestados”, escreveu o presidente. Weintraub já é do governo Bolsonaro. Ele era secretário-executivo da Casa Civil, segundo cargo mais importante dentro da pasta.

Correio do Agreste