Não ter 1 protocolo nacional de abertura com bandeiras que orientem municípios e Estados sobre o melhor momento de relaxar ou apertar restrições é uma das maiores falhas do Brasil no combate à pandemia de covid-19. Essa é a opinião do economista e professor do Insper Thomas Conti, que passou os últimos meses estudando experiências internacionais para lidar com a crise sanitária.
Conti, que também dá aulas no IDP, destaca o fato de que a estratégia nacional é uma característica comum aos mais de 40 países que conseguiram controlar a pandemia. Sem ela, afirma, as decisões podem ser tomadas de qualquer jeito. “Aí você terceiriza a responsabilidade de uma decisão de abertura por município e os municípios brasileiros são muito mal equipados. A maior parte deles não consegue analisar dados. Essas decisões estão sendo tomadas de qualquer jeito e sem se saber o que vai acontecer.”
Conti, que tem feito análises sobre o tema em seu blog, menciona ainda a falta de critérios baseados em evidências para a reabertura. Diz que abertura de comércio de rua e ao ar livre deveria ser feita antes de shoppings, que estudos mostram risco muito baixo em ir a parques e recomenda manter o home office até o fim do ano para todos que puderem.

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