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Sexta-feira, 24 de Maio de 2024
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Vice-presidente do PT sai em defesa de suspeitos por morte de Marielle

O deputado federal Washington Quaquá (PT-RJ), vice-presidente do PT, ainda não está plenamente convencido

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Vice-presidente do PT sai em defesa de suspeitos por morte de Marielle
“Não vou nem dizer nem que é inocente nem culpado. Conheço ele há mais de 20 anos”, diz Quaquá | Foto: Câmara dos Deputados
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O deputado federal Washington Quaquá (PT-RJ), vice-presidente do PT, ainda não está plenamente convencido de que Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio (TCE) e preso neste domingo pela Polícia Federal, envolveu-se no assassinato da vereadora Marielle Franco, como apontam as investigações.


“Não vou nem dizer nem que é inocente nem culpado. Não vi ainda provas cabais. Eu conheço ele há 20 anos. Será uma surpresa negativa [se ele estiver envolvido], porque é um negócio brutal”, afirmou o parlamentar à Coluna do Estadão. “Eu acho que não é hora de apontar nenhum inocente, sem que a gente tenha clareza de todas as circunstâncias.”

Quando Brazão foi citado na delação de Ronnie Lessa, executor confesso do crime, Quaquá havia dito que não acreditava no envolvimento do conselheiro de contas do Rio. A PF prendeu neste domingo o conselheiro Brazão e seu irmão Chiquinho, deputado federal pelo União-RJ, além do ex-chefe da Polícia Civil fluminense Rivaldo Barbosa. As investigações chegaram ao nome dos três com provas coletadas a partir da delação premiada de Ronnie Lessa.

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Apesar do tom cauteloso sobre o clã Brazão, o deputado federal é enfático ao comentar o suposto envolvimento de Rivaldo Barbosa. Ele entende que o suposto envolvimento do delegado mostra que as instituições do Rio estão “umbilicalmente ligadas ao crime organizado” e “abre espaço para a PF agir no desmonte desse conluio entre o crime e o Estado”.

“Se apertar esse delegado, que foi nomeado pelo Braga Netto, depois ministro de Bolsonaro… Eu ainda acho que tem tubarão maior envolvido na morte de Marielle. Vamos esperar o desdobramento disso tudo”, declarou o parlamentar. Normalmente crítico às decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Quaquá ainda avaliou que a postura do magistrado no caso foi “absolutamente democrática”.

Chiquinho Brazão fala pela primeira vez da prisão

O deputado federal Chiquinho Brazão defendeu-se pela primeira vez da acusação de ser mandante do crime. Por videoconferência a partir do presídio da Papuda em Brasília, Brazão disse que tinha um “ótimo relacionamento” com Marielle na Câmara Municipal da capital fluminense.
Ele foi chamado de assassino por deputados do PSOL após concluir o pronunciamento durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Interesses
“Tivemos um ótimo relacionamento onde ela defendia áreas de seu interesse e eu também defendia os meus”, afirmou.


Congressistas que integram a CCJ tiveram uma longa reunião antes da sessão para tentar chegar a um acordo sobre o caso, o que não aconteceu.

CCJ adia votação sobre prisão do deputado Brazão

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) adiou a votação sobre a chancela da Câmara à prisão do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), acusado de ser mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco em 2018. Um pedido de vista de deputados do Novo, do PP e do Republicanos fez com que a análise da decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, autor da ordem de prisão, fosse abortada. Brazão acompanha a sessão remotamente no presídio da Papuda.


Na tarde da terça, o relator do caso na CCJ, Darci de Matos (PSD-SC), apresentou parecer favorável a manter o parlamentar detido. A votação só ocorrerá esta semana se o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chamar o caso diretamente ao plenário, caso o colegiado não emita posição até o prazo de 72 horas a partir do recebimento da notificação do Supremo. Ele só poderá fazer isso na quinta-feira (28) quando o prazo se encerra. Caso Lira não faça isso, a votação pode ficar para abril, por conta do recesso de feriado de Semana Santa.


O adiamento provocou protestos de deputados de esquerda e houve discussão.

Gleisi diz que Quaquá tem posição isolada

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, disse à CNN que o posicionamento do deputado federal Washington Quaquá (PT-RJ) em defesa de Domingos Brazão, suspeito de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, em 2018, é isolado na sigla. “A posição dele não reflete a do partido. É uma posição isolada”, disse a dirigente petista, também deputada federal pelo Paraná.


O parlamentar é vice-presidente nacional do PT. Após a operação que prendeu os suspeitos de mandar matar a vereadora, Quaquá tem dito que é preciso ter clareza antes de culpar Domingos Brazão pelo assassinato de Marielle Franco. Ele afirma que ainda não viu provas cabais.


O posicionamento gerou revolta dentro da sigla e um grupo do partido tem defendido que Quaquá seja afastado do posto de vice-presidente da legenda.


Não é a primeira vez que o parlamentar petista gera polêmica. Recentemente, posou ao lado do ex-ministro da Saúde e deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Quaquá também já agrediu um parlamentar de oposição durante solenidade de promulgação da reforma tributária.

FONTE/CRÉDITOS: Tribuna do Norte
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