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Domingo, 17 de Maio de 2026
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Vereadores de Extremoz rejeitam investigação sobre merenda com pelanca, mas pedem esclarecimentos

Vídeo viral de merendeira denunciando uso de pelanca em vez de carne na merenda escolar gerou polêmica na cidade

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Por Portal Correio do Agreste
Vereadores de Extremoz rejeitam investigação sobre merenda com pelanca, mas pedem esclarecimentos
Assunto de merenda virou debate na Câmara Municipal de Extremoz. Foto: José Aldenir/Agora RN
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Uma controvérsia envolvendo a qualidade da merenda escolar em Extremoz, na Região Metropolitana de Natal, ganhou destaque após um vídeo viralizar nas redes sociais. O vídeo, gravado por uma merendeira de uma escola municipal, alega que pele e gordura animal teriam sido entregues em vez de carne aos alunos. A denúncia levou à atenção da Câmara Municipal, que recentemente debateu a questão em sessões parlamentares.

No vídeo, a merendeira denuncia a substituição da carne por uma substância de aparência questionável. “Eles enrolam, botam num saco, você pensa que é carne, mas não é. É só uma ‘péia’ grossa. É luta para cortar. E não é só um pedaço não. Todos os pedaços vieram assim”, relata a mulher.

No entanto, o pedido de abertura de investigação e auditoria nos contratos do Município para o fornecimento da alimentação escolar foi rejeitado por sete votos a um, durante a sessão parlamentar realizada em 1º de agosto. O autor do pedido, vereador Kilter Araújo (MDB), foi o único a votar a favor da investigação.

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Os vereadores que votaram contra a investigação justificaram sua posição alegando que o pedido foi feito de forma verbal e, portanto, não estava em conformidade com o regimento interno da Câmara. Isso gerou repercussão negativa na cidade, levando os parlamentares a adotarem uma nova abordagem.

Na sessão de 8 de agosto, os vereadores aprovaram por unanimidade um pedido de informações à prefeitura, apresentado pelo vereador Fábio Vicente (PP). O pedido exige esclarecimentos sobre as alegadas inadequações dos produtos de origem alimentícia que não estariam em conformidade com o padrão exigido nos contratos. No entanto, essa proposição não incluiu os pedidos de investigação e auditoria dos contratos, que foram novamente solicitados pelo vereador Kilter Araújo.

Rafael Correia (PP), outro vereador presente, ressaltou que o pedido de informações se traduz em uma investigação e apuração dos fatos. “A prefeitura tem 20 dias para, junto com o conselho escolar, responder à Câmara de Vereadores sobre o que foi aquilo que estava nas mídias sociais”, afirmou. Já Fábio Vicente argumentou que sua proposta se diferencia do pedido de investigação, focando na qualidade da merenda escolar. “Esse meu requerimento pede uma qualidade melhor da merenda escolar”, explicou.

Enquanto isso, o vereador Kilter Araújo, cujo pedido de investigação foi negado, ressaltou que seguiu os procedimentos adequados para o requerimento, que foi submetido a votação e, posteriormente, rejeitado.

Posicionamento do Município sobre merenda

A Secretaria de Educação do Município anunciou a abertura de uma sindicância interna para apurar o incidente e garantir a transparência e a responsabilidade na gestão da alimentação escolar. O secretário adjunto de Educação, Elie Ribeiro, destacou o compromisso da prefeitura em esclarecer o ocorrido.

Vídeo feito por merendeira mostra carne com aspecto e qualidade questionáveis na merenda. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Vídeo feito por merendeira mostra carne com aspecto e qualidade questionáveis na merenda. Foto: Reprodução/Redes Sociais

FONTE/CRÉDITOS: AGORA RN
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