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Terça-feira, 18 de Agosto 2026
Saúde

Varíola dos macacos pode ser transmitida pelo ar, alertam cientistas

Porém, diferente do coronavírus, vírus não é capaz de viajar por muitos metros e contato para transmissão deve ser muito próximo

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Varíola dos macacos pode ser transmitida pelo ar, alertam cientistas
Gov-SC/Divulgação
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Apesar de ser uma doença descrita desde os anos 1970, a varíola dos macacos ainda não é completamente conhecida pela comunidade científica. Uma das principais questões é sobre a forma de transmissão: o contato com fluidos das feridas parece ser ser a maneira mais comum de pegar o vírus, mas há dúvidas sobre as vias sexual e respiratória.

Nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) sugere que pessoas com varíola dos macacos, contatos próximos e profissionais de saúde usem máscaras. Com as informações atuais, o que se sabe é que a transmissão por gotículas acontece, mas não exatamente o quanto ela contribui para espalhar a doença.

Estudos
A maioria das pesquisas sobre o assunto trata da varíola humana, mas, como os vírus são muito parecidos, é aceito que a varíola de macacos se transmite de maneira semelhante. Uma pesquisa de 2012 feita pela Universidade de Maryland, nos EUA, descreveu vários casos de transmissão pelo ar.

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Em surtos anteriores de varíola em Nova York e na Alemanha, pacientes foram infectados por estarem no mesmo hospital de alguém doente, sugerindo que o vírus viajou pelas correntes de ar do prédio.

Um surto de varíola dos macacos em 2017 na Nigéria apresentou características semelhantes: foram observados casos de transmissão dentro de uma prisão e infecções em dois profissionais de saúde que não tiveram contato com os doentes.

“A maioria das pessoas acha que a varíola humana é transmitida geralmente por grandes gotículas, mas ela pode, por algum motivo, ocasionalmente ser transmitida por aerossóis de pequenas partículas”, afirmou o virologista Mark Challberg, em entrevista ao jornal The New York Times.

 

Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (8/6), a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que ainda há muito a aprender sobre a varíola dos macacos, mas que estudos estão sendo conduzidos para definir exatamente como é a transmissão.

“A forma primária é pele a pele. Sobre outros modos de transmissão, precisamos de mais pesquisa. É importante lembrar que as feridas também acontecem nas mucosas, inclusive na boca, e, por isso, é recomendado que se use máscaras. Se há transmissão por aerossol, ainda não sabemos”, afirmou a líder técnica para varíola de macacos da entidade, Rosamund Lewis.

 

FONTE/CRÉDITOS: METRÓPOLES

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