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Quinta-feira, 08 de Outubro 2026
Mundo

Trump pretende acabar em seis meses com programa de imigração Dreamers

Programa protege imigrantes que entraram nos EUA quando crianças

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Trump pretende acabar em seis meses com programa de imigração Dreamers
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O governo Donald Trump está determinado a encerrar em seis meses o programa Dreamers, que protege os imigrantes que entraram ilegalmente nos Estados Unidos (EUA) quando crianças, disse o chefe interino do Departamento de Segurança Interna.

A administração Trump considera o programa ilegal, e a Suprema Corte dos EUA - que na semana passada decidiu contra o encerramento do plano - não discordou, afirmou o secretário do departamento, Chad Wolf, ao programa Meet the Press da NBC.

"Em nenhum momento dessa decisão eles disseram que o programa era legal. Eles simplesmente não gostaram da lógica e dos procedimentos que usamos", disse Wolf.

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A Suprema Corte dos EUA bloqueou na quinta-feira (18) os esforços de Trump para acabar com a política de Ação Diferida para Chegadas de Infância (Daca) adotada pelo ex-presidente Barack Obama, que protege cerca de 649 mil imigrantes da deportação.

A posição da Suprema Corte confirmou as decisões dos tribunais de primeira instância, que entenderam que a determinação de Trump de acabar com o programa em 2017 era ilegal, mas não impede Trump de tentar novamente encerrá-lo.

Donald Trump disse no sábado (20) que seu governo reenviaria os planos para acabar com a política, mas não deu detalhes.

Chad Wolf disse ao Face the Nation, da CBS, que o governo continuaria renovando os vistos para as pessoas cobertas pelo programa popular, enquanto procura uma maneira de encerrá-lo permanentemente.

Questionado se Trump descartou o fim do programa por meio de uma ordem executiva, Wolf disse que o governo continuará pressionando o Congresso para encontrar uma solução.

Acrescentou que o presidente também ordenou que o departamento olhe atentamente a decisão da Suprema Corte e a possibilidade de refazer a proposta com uma lógica diferente.

"Não vou avançar à frente do presidente. Ele tomará essa decisão na hora certa, mas o departamento estará pronto para fazer essa ligação", afirmou.

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