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Tomate aumenta 39,29% e puxa alta da cesta básica em Natal em fevereiro, aponta Dieese

Capital, no entanto, tem o quarto menor preço da cesta entre as 17 analisadas pelo Departamento, com valor médio de R$ 405,88.
Tomate aumenta 39,29% e puxa alta da cesta básica em Natal em fevereiro, aponta Dieese
Tomate puxou a alta da cesta básica na capital com alta de 39,29% — Foto: Reprodução/TV Grande Rio

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O valor da cesta básica em Natal subiu 4,27% em fevereiro deste ano, em relação a janeiro. O valor saiu de R$ 389,26 para R$ 405,88. O tomate foi o produto que mais aumentou de valor, ficando 39,29% mais caro de um mês para o outro. As informações estão no levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgado nesta quinta-feira (5).

Em 12 meses, a variação na capital potiguar foi de 8,07% e nos dois primeiros meses de 2020 a alta foi de 5,76%. Por outro lado, o preço da cesta básica em Natal é o quarto menor entre as 17 cidades analisadas. O valor só é mais barato em Salvador, Aracaju e João Pessoa.

Entre janeiro e fevereiro de 2020, houve elevação no valor médio dos seguintes produtos em Natal: tomate (39,29%), banana (3,17%), óleo de soja (2,03%), açúcar refinado (1,65%), pão francês (0,43%), arroz agulhinha (0,26%), leite integral (0,26%) e farinha de mandioca (0,24%).

O preço médio do café não teve variação. As reduções aconteceram nos valores da manteiga (-2,40%), do feijão carioca (-1,98%) e da carne bovina de primeira (-1,67%).

Em 12 meses, seis produtos acumularam alta: tomate (35,54%), leite integral (17,23%), óleo de soja (17,10%), carne bovina de primeira (15,22%), arroz agulhinha (3,54%), pão francês (1,40). Já o feijão carioca (-18,08%), a farinha de mandioca (-7,45%), o café em pó (-5,24%), a manteiga (-3,08%), a banana (-1,01%) e o açúcar (-0,40%) tiveram taxas negativas.

 

Salário mínimo x cesta básica

 

O Diesese também analisa o custo médio da cesta básica em relação ao salário e o tempo de trabalho. Em fevereiro de 2020, o trabalhador natalense remunerado com o salário mínimo comprometeu 85 horas e 27 minutos da jornada mensal para conseguir comprar os produtos da cesta.

Em janeiro, o tempo havia sido um pouco menor, 82 horas e 25 minutos. Em fevereiro de 2019, há um ano, o tempo necessário foi de 82 horas e 47 minutos.

Ainda de acordo com o Dieese, o custo da cesta em Natal no mês passado comprometeu 42,22% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários). Em janeiro, o comprometimento ficou em 40,72%, e em fevereiro de 2019 o percentual foi de 40,91%.

Fonte

Rafael Barbosa, G1 RN

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