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Domingo, 16 de Agosto 2026
Rio Grande do Norte

Sem reajuste salarial, policiais civis vão suspender diárias operacionais

A reunião entre policias civis do Rio Grande do Norte e o Governo do Estado terminou sem uma definição

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Sem reajuste salarial, policiais civis vão suspender diárias operacionais
Policiais civis fizeram um protesto ontem na Sead. Eles tiveram uma reunião com o governo, mas não houve acordo - Foto: Magnus Nascimento
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A reunião entre policias civis do Rio Grande do Norte e o Governo do Estado terminou sem uma definição sobre as pautas da categoria, que realizou um ato na manhã desta quarta-feira (7) em frente à Secretaria de Administração (Sead/RN) para pedir recomposição salarial e a nomeação dos aprovados no último concurso para preenchimento de vagas da corporação. Por causa disso, os agentes decidiram antecipar a recomendação do Sinpol/RN, sindicato que representa os agentes, e paralisar o trabalho sob regime das diárias operacionais. A orientação do Sinpol, até então, era de que os policiais suspendessem as diárias apenas durante o Carnaval.


De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis do RN (Sinpol), a categoria sofre com perdas salariais nos últimos anos que chegam a 45% e que colocam o RN como um dos estados do País com pior salário para a Polícia Civil. Já em relação ao quadro próprio, segundo o Sinpol, a corporação trabalha com apenas 28% do efetivo necessário. Nesta quinta-feira (8), a categoria promete um panelaço em frente à Governadoria com uma nova paralisação para pressionar a governadora Fátima Bezerra (PT) em torno das reivindicações. Ainda nesta quarta, a categoria decidiu pela suspensão do trabalho sob regime de diárias operacionais. Segundo o Sindicato, muitas unidades da Polícia Civil só funcionam por conta das diárias. A recomendação de não concorrer ao regime era somente para o Carnaval, mas diante da falta de respostas do Governo em torno das pautas da categoria, os policiais decidiram suspender já nesta quarta-feira. “Nesse regime, o agente trabalha seis horas para ganhar R$ 100”, explicou Nilton Arruda.


A ideia é pressionar o Governo por uma resposta até a próxima sexta-feira (9). De acordo com o Sinpol, a reunião desta quarta, realizada entre a categoria e o titular da Secretaria Estadual de Administração (Sead), Pedro Lopes, terminou sem definições sobre a reposição salarial. Em relação à reposição do quadro da corporação, o Sindicato disse que o Governo prometeu divulgar, após o Carnaval, como seriam as nomeações. Além disso, o Executivo teria prometido enviar à Assembleia Legislativa um projeto para auxílio-fardamento.
A TRIBUNA DO NORTE procurou a Secretaria de Administração para comentar sobre a questão, mas a pasta disse que não iria se manifestar. A Sead informou apenas que uma nova reunião foi agendada para o dia 7 de março com a categoria. O Sinpol confirmou que ficou agendado um novo encontro nesta data. Depois da reunião, à tarde, os policiais seguiram em protesto até a Governadoria.

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“Reivindicamos a nomeação dos aprovados no último concurso e estamos lutando também pela questão salarial. Nossa perda com a inflação é da ordem de 40% a 45% nos últimos cinco anos. Em termos de salário, nossa situação é melhor apenas do que Paraíba e Pernambuco, ou seja, estamos em 25ª posição no Brasil nesse aspecto. Nós recebemos adicional por tempo de serviço (crédito remuneratório individual) e a Justiça contesta isso por meio do Ministério Público do Estado”, afirma Nilton Arruda.


A questão sobre o crédito remuneratório individual foi judicializada, uma vez que a suspensão do benefício poderia gerar uma redução no salário dos policiais que, segundo Arruda, já está defasado. Ele aponta que atualmente o salário inicial da categoria corresponde a R$ 4,7 mil, enquanto a média nacional é de R$ 6,2 mil. De acordo com Nilton Arruda, um processo foi aberto em 2017 voltado à suspensão do crédito, e interrompido na sequência por conta de problemas técnicos. Já em 2020, um segundo processo foi aberto em torno da mesma questão.


O déficit no quadro de agentes também preocupa a corporação. “A situação também é semelhante em relação ao quadro da Polícia Civil. Hoje nós trabalhamos com apenas 28% do efetivo necessário e temos, portanto, 72% de cargos vagos. Nossa situação é melhor apenas do que Roraima e Amapá”, pontuou Arruda. O Sinpol pede a nomeação de 386 policiais que finalizaram o curso de formação no fim de janeiro, bem como dos aprovados que ainda não finalizaram o curso.

FONTE/CRÉDITOS: Tribuna do Norte

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