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Terça-feira, 18 de Agosto 2026
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Sandro Pimentel critica veto a proposta que encurtaria promoção de tenentes

Na opinião de Sandro Pimentel, a atual gestão só se preocupa com quem está no alto comando

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Sandro Pimentel critica veto a proposta que encurtaria promoção de tenentes
Deputado estadual Sandro Pimentel (PSOL)
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O deputado estadual Sandro Pimentel (PSOL) lamentou nesta terça-feira, 19, o veto da governadora Fátima Bezerra a uma proposta dele que encurtaria o tempo necessário para promoção de tenentes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Norte. A patente, que é dividida em duas, é a primeira dos oficiais das corporações.
O parlamentar propôs, em uma emenda encartada dentro do projeto de reestruturação das carreiras dos militares estaduais, que caísse de oito para quatro anos o tempo necessário para que os oficiais saltassem de 2º tenente para 1º tenente e de 1º tenente para capitão.
Aprovada pela Assembleia Legislativa, a proposta de Sandro foi vetada por Fátima Bezerra. A governadora, contudo, sancionou o restante do projeto de reestruturação – enviado por ela mesma para análise dos deputados –, que prevê, entre outras medidas, reajuste de 23% para os policiais e bombeiros. O aumento será escalonado em seis parcelas, terminando em novembro de 2022.
Na opinião de Sandro Pimentel, a atual gestão só se preocupa com quem está no alto comando. “Em vez de ouvir o piso do oficialato, a governadora foi ouvir a cúpula. Essa é uma postura de direita, a mesma postura que teve Jair Bolsonaro, que teve Robinson Faria, que teve Fernando Henrique Cardoso”, criticou o parlamentar do PSOL.
O deputado criticou, ainda, o fato de a governadora ter vetado sua emenda sem ao menos ter comunicado previamente. “Ela não tem essa obrigação, mas é respeito”, disse o deputado. “Não tenho cargo no governo, não fiz indicação, não quero cargo, mas preciso de atenção e de respeito”, desabafou o parlamentar.
A emenda de Sandro Pimentel tinha o objetivo de corrigir o que ele classifica como uma distorção do projeto de reestruturação das carreiras. Se o tempo de permanência no posto de tenente será de 16 anos (oito para 2º tenente e mais oito para 1º tenente), segundo foi sancionado, na prática o oficial não conseguirá chegar a coronel antes de se aposentar.
“São oito anos de 2º tenente, oito anos de 1º tenente, mais oito anos de capitão, oito anos de major… já são 32 anos. Mas tem mais três na academia e um de aspirante. São 36 anos, e o oficial não chega a coronel, que é o topo da carreira”, afirmou Sandro, lembrando que, pela sua proposta, o caminho até chegar a major seria encurtado em oito anos, permitindo que os oficiais alcançassem as carreiras mais altas.

FONTE/CRÉDITOS: agorarn

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