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Quinta-feira, 14 de Maio de 2026
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RN ganha fôlego na produção de embalagens sustentáveis

Além de indústrias, empresas locais também estão focando na redução do uso de plásticos poluentes – mesmo que as alternativas sejam mais caras para o

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RN ganha fôlego na produção de embalagens sustentáveis
Para substituir o consumo excessivo de plástico, empresária disponibiliza copos ecológicos para os clientes - Foto: Reprodução
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Com a chegada de uma nova fábrica de embalagens biodegradáveis em Goianinha, o estado do Rio Grande do Norte soma mais um avanço na corrida em busca de uma produção mais limpa e sustentável. Usando a cana-de-açúcar como matéria-prima de seus produtos, a Sanovo Greenpark irá abastecer o forte comércio local de melões e ovos com embalagens de matérias renováveis.

A substituição do plástico por produtos vegetais é uma alternativa para a alta produção dos resíduos sólidos no Brasil e para a redução da emissão de gás carbono na atmosfera,. Vale salientar que o país ostenta a quarta posição de maior produtor de resíduos plásticos do mundo, com 11,3 milhões de toneladas de plástico produzidas por ano.

Incentivos, por parte do poder público, para indústrias com produtos ou responsabilidade ecológica são uma questão central para a promoção do desenvolvimento econômico e sustentável – uma vez que a maior dificuldade encontrada no setor para mudar seus processos de produção é o custo, na maioria das vezes, mais elevado desses materiais alternativos e naturais, além da objeção por parte de clientes e fornecedores em adotar novas medidas de produção e consumo.

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Além de indústrias, empresas também têm olhado para o tema. Como é o caso da farmacêutica e empresária Luciana Dantas, que gerencia duas farmácias de manipulação em Natal. Ela percebeu a problemática do plástico há 15 anos, quando, caminhando na Praia das Minas, em Pipa, encontrou diversos frascos vazios de medicamentos na faixa de areia.

Ela refletiu sobre o que poderia ser feito para que sua própria empresa não colaborasse para aquele cenário. Luciana conta que foi difícil encontrar alternativas no início, sobretudo para os frascos de medicamentos. Somente em 2019 em que, numa feira de exposições do setor, descobriu os potes de cápsulas fabricados com o plástico verde “I’m green”, que são produzidos a partir de uma fonte renovável, a cana de açúcar.

“Eu tenho um custo maior com esses frascos, mas eu optei por colocar esse fator como algo secundário na escolha. Porque eu trabalho, para além do retorno financeiro, por um propósito. Eu penso todos os dias no que a minha empresa está fazendo de ruim para o planeta. E eu não quero que esse resultado seja diversos potes na Praia das Minas para ser encontrado pelas próximas gerações”, explicou.

Além dos frascos, as sacolas do local são todas de papel, que podem ser recicladas e também têm uma decomposição mais rápida no meio ambiente. Os plásticos que ainda não foram possíveis substituir por materiais de origem vegetal, são plásticos biodegradáveis ou reciclados.

“Infelizmente não há opções no mercado para tirar completamente o plástico da nossa rotina. Algumas embalagens ainda precisamos usar, porque é necessário para garantir a segurança do produto. Mas eu fico muito atenta às novidades que surgem, às novas alternativas que vêm sendo produzidas, para sempre poder ir reduzindo”, pontuou.

As cápsulas dos medicamentos também são uma das preocupações da empresa, já que as comuns em geral são produzidas a partir de gelatina animal, que podem conter em sua composição matérias-primas geneticamente modificadas e hormônios, além de ser mais um fator de contribuição para a exploração animal.

Alternativas encontradas por Luciana foram as cápsulas de origem vegetal, como as de clorofila, spirulina azul, cenoura roxa e tapioca. Essas, além de serem opções mais naturais para o organismo absorver, são orgânicas (livre de agrotóxicos).


FONTE/CRÉDITOS: agora rn
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