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Domingo, 04 de Outubro 2026
Brasil

Reunião que gerou propina em joias a Bolsonaro tratou da entrega de ativos da Petrobrás

Bento Albuquerque e representante saudita falaram sobre a venda de ativos da Petrobrás na mesma viagem em que foram dadas joias milionárias para serem entregues a Bolsonaro

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Reunião que gerou propina em joias a Bolsonaro tratou da entrega de ativos da Petrobrás
Joias e Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli | REUTERS/Joe Skipper)
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Um telegrama da embaixada brasileira em Riade, capital da Arábia Saudita, revelou que durante a viagem em que "presentes" foram dados a Jair Bolsonaro (PL) pelo governo local, dentre eles um estojo de joias avaliadas em R$ 16,5 milhões, uma reunião foi realizada para discutir a entrega de ativos da Petrobrás e um possível convite para o Brasil integrar uma versão estendida da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A revelação reforça a suspeita de que as joias teriam sido pagamento de propina a Bolsonaro pelos sauditas pela venda de ativos da Petrobrás, dentre eles a Refinaria Landulpho Alves (RLAM).

O documento, enviado pelo embaixador Marcelo Della Nina em 15 de novembro de 2021, foi obtido pelo g1 por meio da Lei de Acesso à Informação. 

 

Durante a reunião, o então ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, e o chefe da Assessoria Especial de Relações Internacionais do Ministério das Minas e Energia, Christian Vargas, se encontraram com o príncipe Abdulaziz bin Salman bin Abdulaziz Al Saud. 

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Embora Bolsonaro não estivesse presente na viagem, a comitiva brasileira recebeu as joias como "presente" a ser entregue ao então chefe do governo brasileiro. O telegrama não menciona os supostos presentes, mas destaca a discussão sobre a Petrobrás e a Opep+. 

>>> "Presente é caixa de chocolates, 17 milhões em joias é propina", diz Eduardo Moreira

Durante a reunião, Albuquerque destacou a importância da parceria entre o Brasil e a Arábia Saudita no setor de energia e solicitou à parte saudita uma comunicação oficial sobre o convite ao Brasil para integrar a Opep+, comprometendo-se a submeter o assunto à consideração do presidente e demais órgãos de governo implicados.

FONTE/CRÉDITOS: 247

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