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Quinta-feira, 25 de Junho de 2026
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Raio-x chocante mostra tórax de paciente repleto de ovos de tênia

Médico contou que paciente se queixava de tosse persistente há dois meses antes do exame mostrar cisticercose no tórax

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Raio-x chocante mostra tórax de paciente repleto de ovos de tênia
@vitorborin_/ Instagram
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O médico Vitor Borin de Souza, residente pelo Hospital das Clínicas de Botucatu, compartilhou pelas redes sociais a imagem chocante da radiografia de um paciente com um quadro de cisticercose, doença parasitária causada pela ingestão dos ovos de tênia.

Segundo Souza, o paciente apresentava tosse constante há dois meses quando o exame foi solicitado. Os ovos de tênia encontrados no tórax já estavam mortos e calcificados, ou seja, não apresentavam risco a ele.

“Essas lesões estão calcificadas, então, não são cisticercos viáveis. Se não causar nenhum desconforto, vida que segue”, explicou o médico no post publicado no domingo (16/4), no Twitter.

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A cisticercose é transmitida pelo contato com fezes humanas infectadas com o ovo da tênia, que pode afetar o cérebro, os músculos e outros tecidos do corpo. Geralmente os pacientes são infectados a partir da ingestão de água ou alimentos contaminados ou pela má higiene das mãos.

Sintomas

Os sintomas da cisticercose variam de acordo com o local onde o parasita está alojado. Quando está na musculatura, causa inchaço, inflamação e dificuldade nos movimentos. Quando chega ao cérebro (neurocisticercose), o paciente pode ter dores de cabeça frequentes, convulsões e confusão mental. Já a cisticercose ocular pode levar à cegueira.

Tratamento

O médico explica que o tratamento varia de acordo com o quadro do paciente. Deve-se avaliar se há lesões intracranianas, medulares e/ou oculares e se essas lesões são viáveis.

Quando os vermes já estão mortos e calcificados (inviáveis), não há a necessidade de usar medicações. Segundo Souza, não é necessário – nem indicado – tomar vermífugos anualmente para evitar a infecção.

“A princípio, pacientes com cisticercose fora do sistema nervoso central e assintomáticos não precisam de tratamento”, afirma Souza. “Se não tiver nenhuma lesão dentro da cabeça, na medula ou nos olhos nem precisa tratar”, explica.

FONTE/CRÉDITOS: Metrópoles
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