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Terça-feira, 18 de Agosto 2026
Política

Rafael Motta critica prioridade dada pelo governo federal à privatização dos Correios

Parlamentar do PSB destaca que a empresa gera lucros para o Brasil e alerta sobre risco de parte do país ficar sem os serviços oferecidos pela institu

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Rafael Motta critica prioridade dada pelo governo federal à privatização dos Correios
Para Motta, os Correios são uma instituição de suma importância nos serviços postais do país e deve ser mantido sobre o controle do governo. Foto: Divulgação
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A Câmara dos Deputados aprovou, na tarde desta quinta-feira 5, o texto base do projeto de privatização dos Correios. A matéria foi aprovada com 286 votos a favor, 173 contra e duas abstenções. O deputado federal Rafael Motta (PSB-RN), se posicionou sobre a votação: “Primeiro, é preciso que se diga que apenas um governo totalmente desconectado da realidade pode dar prioridade à privatização dos Correios. Eu poderia elencar uma dúzia de assuntos mais importantes, incluindo o desemprego, a alta generalizada nos preços de alimentos e combustíveis, a educação” Para Motta, os Correios são uma instituição de suma importância nos serviços postais do país e deve ser mantido sobre o controle do governo. “Precisamos destacar a importância dos Correios para o Brasil além da entrega de correspondências. Os Correios são responsáveis pela distribuição do Enem, pela emissão de CPF, é correspondente bancário nas pequenas cidades, distribuição de vacinas e medicamentos. Nas regiões mais remotas do Brasil, os Correios são a conexão com o restante do mundo. Dificilmente, uma empresa privada vai assumir tantas funções, ainda mais se levarmos em consideração que essas atividades são complexas e pouco lucrativas”. O parlamentar ainda ressaltou lucros que a empresa gera para o Brasil: “Os Correios são uma empresa superavitária e não há qualquer justificativa para repassar esse lucro para a iniciativa privada. Há corrupção? Que se investigue e puna. Mas, abrir mão dessa empresa estratégica para o Brasil, correndo o risco de deixar uma parte do país desassistida e milhares de trabalhadores desempregados é uma irresponsabilidade”.

 

FONTE/CRÉDITOS: Agora RN

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