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Sexta-feira, 02 de Outubro 2026
Economia

Preço da cesta básica cai em Natal e mais 10 capitais

O preço da cesta básica de alimentos caiu em 11 capitais no mês de maio em comparação

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Preço da cesta básica cai em Natal e mais 10 capitais
Alex Régis
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O preço da cesta básica de alimentos caiu em 11 capitais no mês de maio em comparação com abril. As maiores quedas ocorreram em Brasília (-1,9%) e Campo Grande (-1,85%). As altas principais foram observadas em Salvador (1,42%) e Curitiba (1,41%). Em Natal, os doze produtos da cesta custaram R$ 602,16 em maio, o que representa uma diminuição de 0,62% em relação a abril. No comparativo com maio de 2022, a cesta aumentou 2,68% e, nos primeiros cinco meses do ano, variou 3,05%. Os dados, divulgados nesta terça-feira (6), são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que pesquisa 17 cidades brasileiras.

O tomate foi um dos quatro alimentos com alta de preço, 4,48%

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Entre abril e maio de 2023, quatro produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios: tomate (4,48%), manteiga (2,00%), feijão carioca (0,46%) e farinha de mandioca (0,46%). O pão francês não apresentou variação do preço médio. Outros sete bens apresentaram diminuição no preço médio: óleo de soja (-5,91%), café em pó (-3,42%), carne bovina de primeira (-3,09%), leite integral UHT (-2,08%), banana (-1,08%), arroz agulhinha (-0,69%) e açúcar refinado (-0,47%).
 
No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em sete dos doze produtos da cesta: farinha de mandioca (29,60%), feijão carioca (22,76%), manteiga (22,15%), arroz agulhinha (13,39%), pão francês (11,56%), leite integral UHT (11,45%) e banana (4,96%). As quedas acumuladas foram registradas no preço do óleo de soja (-25,02%), carne bovina de primeira (-8,50%), açúcar refinado (-7,96%), café em pó (-5,60%) e tomate (-5,31%).
 
Em maio passado, o trabalhador de Natal, remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.320,00, precisou trabalhar 100 horas e 22 minutos para adquirir a cesta básica. Em abril, quando o piso era ainda R$ 1.302,00, necessitou de 102 horas e 23 minutos. No mesmo período do ano passado, quando o salário mínimo era de R$ 1.212,00, foram necessárias 106 horas e 27 minutos.
 
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em maio deste ano, 49,32% da remuneração de R$ 1.320,00, para adquirir os doze produtos da cesta básica, que é suficiente para alimentar um adulto durante um mês. Em abril, o percentual comprometido foi de 50,31%. Já em maio de 2022, o trabalhador comprometia 52,31% da renda líquida.
 
Cenário nacional
 
São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 791,82), seguida de Porto Alegre (R$ 781,56), Florianópolis (R$ 765,13) e do Rio de Janeiro (R$ 749,76). Os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 553,76), João Pessoa (R$ 580,95) e Recife (R$ 587,13).
 
Comparando o preço da cesta de maio de 2023 com o do mesmo mês de 2022, houve aumento em 14 capitais, com variações que oscilaram de 0,98%, em Aracaju, a 7,03%, em Fortaleza. Em três capitais houve queda: Recife (-1,47%), Curitiba (-1,38%) e Florianópolis (-0,9%).
 
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano (de janeiro a maio), o custo da cesta básica aumentou em 11 capitais, com destaque para as taxas acumuladas em Aracaju (6,28%), Belém (4,75%) e Salvador (4,14%). As quedas, que ocorreram em seis capitais, variaram de -4,24%, em Belo Horizonte, a -0,4%, no Rio de Janeiro.
 
Com base na cesta mais cara, que, em maio, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional de que o salário mínimo deveria ser suficiente para suprir as despesas da família de um trabalhador com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o valor do salário mínimo necessário, em maio, deveria ter sido R$ 6.652,09 ou 5,04 vezes o mínimo atual, de R$ 1.320.
FONTE/CRÉDITOS: Tribuna do Norte

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