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Sábado, 15 de Agosto 2026
Política

Pré-candidatura de Natália é prioridade nacional, diz presidente estadual do PT

Presidente do PT analisa estratégia da legenda de apoiar pré-candidaturas de aliados ao invés de nomes próprios

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Pré-candidatura de Natália é prioridade nacional, diz presidente estadual do PT
Pré-candidatura de Natália é prioridade nacional, diz presidente estadual do PT - Foto: José Aldenir/AgoraRN
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Faltando pouco mais de nove meses para as eleições municipais de 2024, o Partido dos Trabalhadores (PT) tem preparado pré-candidaturas em todo o Brasil, principalmente nas capitais. Em alguns estados já há apoios definidos a políticos da base, mas não pertencentes à legenda, como é o caso de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. No Nordeste, a situação parece ser diferente, com nomes sólidos como o da deputada federal Natália Bonavides, em Natal, por exemplo. Ainda existem discussões em cidades como João Pessoa e Fortaleza. Localmente, o PT acredita ser necessário fazer contraposição à ícones bolsonaristas para as eleições de 2024.

Um levantamento divulgado pelo Jornal O Globo apontou que o planejamento do PT é lançar nomes próprios a prefeito em 16 dos 26 estados onde haverá disputa. Nas demais, serão apoiados nomes da base aliada. A mudança de estratégia acontece quatro anos após o partido ter perdido em 21 capitais.

O AGORA RN entrevistou o presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Júnior Souto, para entender melhor sobre a estratégia da legenda. Para ele, a candidatura de Natália é prioridade nacional e segue mantida. “Ela está se construindo num ambiente de unidade, de entendimento mútuo do partido. Não temos nenhum problema interno de qualquer descolamento das forças que compõem o PT. O PT tem essa feição de federação, mas agora nós somos federados com o PC do B e PV. Há uma candidatura posta no PV. Nós estamos discutindo sem traumas, sem problemas, e acho que é uma definição que vai nos deslocar de modo muito positivo na disputa do Natal”, comenta.

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“As eleições de 2018 produziram alterações muito bruscas no cenário político brasileiro e, naturalmente, isso afetou o conceito de alianças que a gente precisou adotar para enfrentar essa onda de retrocessos que o Bolsonaro representou. Certamente, esse entendimento, que é amplamente consensual do partido, está orientando nessas definições táticas, a gente compreende que nós constituímos uma grande vitória eleitoral, agora em 2022. Mas, nós precisamos continuar a disputa política com esse ‘legado’, se é que podemos chamar isso de um legado ainda. Mas de fato é, esse legado do governo passado, os alinhamentos políticos que ele produziu”, conta.

“Nós precisamos fazer a contraposição dos ícones, das representações das lideranças, daqueles que construíram esse processo. Isso não significa que nós estejamos completamente fechados, refratários, a dialogar com pessoas que se aliaram em 2018 com o projeto que a lei se fez vitorioso. Nós queremos nos aliar com aqueles que, ainda que tenham feito por circunstâncias, por interesses momentâneos, por situações desse tipo, a gente tem uma pretensão de fazer ampliações no nosso telco de forças políticas em torno do projeto nacional liderado por Lula. Essa realidade também é presente no Rio Grande do Norte. Nós temos um número muito pequeno de candidaturas majoritárias próprias e a expectativa é que esse campo democrático, que está organizado em torno da aliança nacional, possa se sair vitorioso e criar condições favoráveis para disputas futuras”, complementa.

O AGORA RN também entrou em contato com o comentarista político e sociólogo Thiago Medeiros para analisar o cenário natalense em relação ao PT. “Dentro de uma estratégia nacional, mesmo que o partido esteja em torno de acomodações, já que o partido agora hoje é que está no poder e precisa, dentro de uma frente ampla, abarcar o máximo de partidos, obviamente, em locais em que se tem a possibilidade de vitória, a legenda vai optar e o PT, historicamente, tem saído com candidatos nas eleições municipais, ainda sem sucesso, em Natal. Mas, vem avançando seu capital, como por exemplo, na última eleição, com o Jean-Paul Prates, aqui na sucessão, nas eleições de 2020, que logrou a reeleição do atual prefeito Álvaro Dias”, comenta.

Questionado se seria possível o alinhamento da pré-candidatura de Natália Bonavides com outro nome, Júnior Souto afirmou: “Esse é um assunto que é conduzido por uma comissão da federação e eu tenho que me reportar ao Diretório Municipal de Natal. O que eu ouço e o que eu vejo é que nós temos uma ampla unidade partidária e um ambiente muito favorável na federação para a construção do nosso projeto em Natal, o que apresenta as condições de uma disputa assertiva. Nós não estamos abdicando de disputa, nós estamos só dizendo que nós não vamos correr riscos de fazer disputas e favorecer candidaturas da extrema-direita, da outra liberalismo, em função de qualquer outra razão”, conta.

A reportagem tentou contato com o secretário Chefe do Gabinete Civil, Raimundo Alves, e com a deputada Natália Bonavides, para falar sobre o assunto, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

 
FONTE/CRÉDITOS: AGORA RN

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