Há um mês, o corpo de Giovanne Gabriel de Souza Gomes era encontrado em uma região de mata na comunidade Pau Brasil em São José de Mipibu, Região Metropolitana de Natal. A perícia inicial do assassinato apontou que o jovem de 18 anos, que estava desaparecido, teve os braços amarrados com braceletes plásticos e sofreu disparos de arma de fogo na cabeça.
As investigações do caso estão com a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil e seguem sob sigilo. Até o momento foram colhidos 23 depoimentos de parentes, pessoas próximas a Gabriel e testemunhas. A corporação não divulgou nenhum outro detalhe para não atrapalhar as investigações do caso.
Amigos e familiares de Gabriel preparam uma manifestação para esta terça-feira (14). O ato está marcado para às 15h no Guarapes, bairro onde Gabriel morava juntamente com a mãe, a irmã e o padrasto. Os manifestantes farão uma caminhada pelas ruas do Guarapes até a praça pública do bairro, onde um documentário sobre a vida de Gabriel será exibido em um telão.
"A ideia é que a gente faça essa homenagem para que a gente tenha uma resposta, há um mês que estou com essa dor que já virou angústia e revolta. É revoltante demais, meu filho nunca nem pisou numa delegacia e morreu dessa forma. O que a gente quer agora é ter uma resposta pra saber quem fez isso com meu filho", desabafa Priscila Souza, mãe de Gabriel.
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Priscila foi ouvida pela polícia em uma das 23 oitivas da investigação em 16 de junho, um dia após a confirmação de que o corpo achado na mata era do filho. "Depois disso não soube de mais nada, mas confio que em breve a gente tenha um esclarecimento. Seria uma forma de diminuir a dor", acrescenta.
O protesto "Justiça por Gabriel" pretende também cobrar rapidez na apuração do caso. Um dia após o corpo do rapaz de 18 anos ter sido encontrado, a governadora do RN Fátima Bezerra fez coro ao pedido dos familiares e pediu "empenho" e "rigor" a Polícia Civil.
Por meio do departamento de comunicação, a corporação informou que a não divulgação de detalhes não significa que as investigações não tenham avançado.
Relembre o caso
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Gabriel deixou a casa onde vivia com a mãe, a irmã e o padrasto na manhã do dia 5 de junho para ir de bicicleta à casa da namorada em Parnamirim, na Grande Natal. Ele fazia o trajeto em cerca de uma hora, mas sumiu antes de chegar ao destino. A namorada de Gabriel ligou preocupada para a mãe dele. Desde então o jovem não foi mais visto.
Familiares e amigos iniciaram a busca por Gabriel e chegaram a encontrar suas sandálias e a bicicleta em uma área de vegetação em Parnamirim. O corpo foi encontrado no dia 14 de junho. Um dia depois, amigos e familiares saíram em caminhada segurando cartazes e faixas com as mensagens "Quem matou Gabriel?", "Queremos justiça", "Vidas negras importam" e "Todos por Gabriel".
Gabriel era estudante e sonhava em ser militar. Ele também fazia um curso de informática na Cidade Alta em Natal e trabalhava fazendo bicos de manutenção, pintura, limpeza e encanação com o padrasto em Parnamirim, na Grande Natal.
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Correio do Agreste