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Quarta-feira, 19 de Agosto 2026
Brasil

“Podemos estar diante de um crime de estado”, diz Joaquim de Carvalho

"Seja na execução ou no embaralhamento dos fatos", avaliou o jornalista ao citar declaração de Bolsonaro

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
“Podemos estar diante de um crime de estado”, diz Joaquim de Carvalho
Joaquim de Carvalho, Bruno Pereira e Dom Phillips (Foto: Brasil247 | Reuters | Reprodução)
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"Seja na execução ou no embaralhamento dos fatos", avaliou o jornalista ao citar declaração de Bolsonaro antes de vir a público a confissão dos crimes e esquartejamento dos corpos

O jornalista Joaquim de Carvalho, colunista do 247, afirmou nesta quarta-feira (15) que os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips podem ter sido "um crime de Estado". 

Segundo reportagem da Bandnews, os irmãos Oseney da Costa e Amarildo dos Santos, o "Pelado", confessaram à Polícia Federal que assassinaram Bruno Pereira e Dom Phillips.

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Numa sequência de tweets publicados antes da confissão dos crimes vir a público, Joaquim de Carvalho lembrou da declaração de Jair Bolsonaro, dois dias atrás, afirmando que 'indícios levam a crer que fizeram alguma maldade com eles'. "Parece um jogo de informação e contrainformação, para confundir o público", afirmou Joaquim. 

"Se o desaparecimento de Bruno e Dom não tiver esclarecimento cabal e rápido, sinto-me autorizado a suspeitar que o episódio vai muito além de criminosos menores, como o tal Pelado. Podemos estar diante de um crime de Estado. Seja na execução ou no embaralhamento dos fatos", acrescentou o jornalista. 

"O desaparecimento de Bruno e Dom remete a outros casos que envolvem forças de segurança violentas e sem credibilidade. Os corpos simplesmente somem, e a repercussão, com isso, ganha outra dimensão, menor.

As vítimas da ditadura são exemplo clássico do que certamente é um método. Mais recentemente, tivemos o caso do Amarildo e da Patrícia Amieiro, no Rio. Por isso é que não engulo o caso que envolveu a Embaixada do Brasil em Londres.

Um diplomata de carreira, segundo na hierarquia do órgão, informa a família de Dom que os corpos foram encontrados, vem o desmentido da PF, e a Embaixada espera um dia inteiro -- e sua repercussão -- para dizer que errou.

No mesmo dia, o próprio presidente da república diz que haviam sido encontradas vísceras boiando -- cadê  o DNA? Parece um jogo de informação e contrainformação, para confundir o público.

Se o desaparecimento de Bruno e Dom não tiver esclarecimento cabal e rápido, sinto-me autorizado a suspeitar que o episódio vai muito além de criminosos menores, como o tal Pelado. Podemos estar diante de um crime de Estado. Seja na execução ou no embaralhamento dos fatos."

FONTE/CRÉDITOS: 247

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