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Sábado, 15 de Agosto 2026
Economia

Petroleiros se reúnem com Prates, novo presidente da Petrobrás, para discutir os rumos da empresa

Mudanças no plano estratégico e na política de preços de combustíveis estão na agenda do encontro, assim como a reconquista de direitos dos trabalhadores

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Petroleiros se reúnem com Prates, novo presidente da Petrobrás, para discutir os rumos da empresa
Deyvid Bacelar (à esq.) e Jean Paul Prates (Foto: Divulgação | Jefferson Rudy/Agência Senado)
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Dirigentes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e sindicatos filiados se reúnem nesta sexta-feira (27), no Rio de Janeiro, com o novo presidente da Petrobrás, Jean Paul Prates. O ex-senador teve o nome aprovado para o comando da empresa pelo conselho de administração nesta quinta-feira (26).

O objetivo é debater propostas para os novos rumos da Petrobrás defendidas pelas lideranças sindicais e já apresentadas ao presidente Lula (PT) em reuniões de trabalho e analisadas no grupo de transição de Minas e Energia, do qual Prates e o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, fizeram parte. A reconquista de direitos trabalhistas e previdenciários dos petroleiros também está na pauta.

Entre as propostas que serão abordadas estão revisões no atual Plano Estratégico (PE) da Petrobrás 2023/2027, aprovado em 2022 pela gestão bolsonarista da empresa, e mudanças na atual política de preços de paridade de importação (PPI) implementada pelo ex-usurpador da Presidência da República Michel Temer em 2016 - e mantida por Bolsonaro. O PPI vincula o preço dos combustíveis à variação do dólar, ao preço do barril do petróleo no mercado internacional e aos custos de importação dos derivados.

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Os focos mais imediatos do novo PE, defendidos pela FUP, são a suspensão e reversão das privatizações das unidades da empresa, conclusão das obras em andamento (como a expansão da Refinaria Abreu e Lima -- Rnest - em Pernambuco) ou que estão paralisadas, como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), além de novos investimentos em exploração e produção, respeitando conteúdo local, e em transição energética, com garantias de transição justa, com processos de inclusão dos trabalhadores.

Nesse contexto, está a revitalização do programa de biocombustíveis, com a preservação da PBio - Petrobras Biocombustíveis - e a retomada de suas plantas de produção de biocombustíveis, assim como o investimento em pesquisas para o desenvolvimento do hidrogênio verde.

Também estão na agenda do encontro investimentos no setor de fertilizantes, com vistas à conclusão das obras da fábrica de Mato Grosso do Sul e a reabertura da unidade do Paraná.

Entre os ativos privatizados por Bolsonaro ou em fase de privatização serão destacados a Refinaria Landulpho Alves (Rlam, atual Refinaria de Mataripe, na Bahia), a Refinaria do Amazonas (Reman), a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX, no Paraná) e a Refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor, no Ceará).

Também serão debatidos “temas centrais para a categoria petroleira, na busca de reconquista de direitos históricos, que foram perdidos durante os governos Temer e Bolsonaro, a exemplo dos descontos abusivos nos planos de saúde e na previdência complementar, principalmente de aposentados e pensionistas, muitos deles com contracheque zerado de seu benefício”, afirma o coordenador-geral da FUP. Além disso, será tratada a reposição de efetivo, com a realização de novos concursos públicos na Petrobrás.

FONTE/CRÉDITOS: 247

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