A circulação de pesquisas eleitorais estranhas na reta final da campanha acende um alerta no Rio Grande do Norte. Levantamentos realizados de forma irregular ou com perguntas que induzam o eleitor podem distorcer a realidade das urnas, confundir a população e interferir na formação da decisão de voto. Um caso específico ocorreu em Alexandria. Uma moradora registrou o momento em que foi abordada por uma entrevistadora e afirmou espontaneamente que votaria no candidato a deputado estadual Expedito Ferreira.
Na sequência, segundo o registro em vídeo, a entrevistadora disse que o nome do candidato não poderia ser citado e apresentou uma lista com outros nomes, excluindo Expedito, estimulando a entrevistada a escolher apenas entre aqueles apresentados. No vídeo, a voz da moradora foi modificada para preservar sua identidade e garantir sua segurança. O registro reforça a necessidade de atenção e apuração diante de levantamentos que estejam sendo realizados neste momento decisivo.
O episódio levanta uma questão grave sobre a confiabilidade do levantamento. Se um candidato é espontaneamente citado pelo eleitor, mas depois é retirado da lista apresentada durante a entrevista, o resultado pode deixar de representar a verdadeira intenção daquela pessoa.
O caso de Alexandria precisa ser esclarecido. Mais do que uma disputa entre candidatos, está em jogo o direito do eleitor de receber informação correta e decidir livremente seu voto. Pesquisa eleitoral não pode ser instrumento de manipulação. Na reta final, transparência, respeito ao eleitor e fidelidade à realidade são fundamentais para preservar a legitimidade do processo eleitoral.

Correio do Agreste
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se