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Partidos já pensam na próxima eleição e tentam montar chapa para derrotar Fátima em 2022

Articulação de PSDB, MDB, PSD e PL gira em torno da construção de um polo alternativo ao do PT – que deve confirmar em 2022 a candidatura à reeleição
Partidos já pensam na próxima eleição e tentam montar chapa para derrotar Fátima em 2022
Walter Alves (MDB), Fábio Faria (PSD), João Maia (PL) e Ezequiel Ferreira (PSDB) conversam sobre 2022 - Foto: Reprodução

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Aproveitando o recesso do Congresso Nacional e a estadia no Rio Grande do Norte das principais lideranças políticas da região, um grupo de pelo menos quatro partidos já deu início, nas últimas semanas, a articulações para formar uma chapa competitiva com o objetivo de disputar o Governo do Estado nas eleições de 2022 contra a governadora Fátima Bezerra (PT). As movimentações acontecem apenas dois meses depois da eleição municipal de 2020. O Agora RN apurou que os encontros das lideranças têm acontecido em casas de veraneio, especialmente a dos políticos que dão expediente em Brasília, mas que, por causa do recesso no Congresso, estão no Rio Grande do Norte desde o fim de dezembro. A articulação gira em torno da construção de um polo alternativo ao do PT – que deve confirmar em 2022 a candidatura à reeleição de Fátima Bezerra. Dentro desse bloco que busca se viabilizar como oposição, estão integrantes de PSDB, MDB, PSD e PL, justamente os partidos que mais elegeram prefeitos nas eleições municipais de 2020 – foram 108 dos 167 eleitos no Estado, o que corresponde a 64% do total. Segundo as conversas de bastidores, as conversas entre os quatro partidos estão em caráter preliminar, mas já são esboçados possíveis nomes para a disputa no próximo ano. O grupo tem trabalhado em um nome de cada partido, para que a proposta seja refinada nos próximos encontros. Além da disputa do Governo do Estado, o grupo também tem conversado sobre a eleição para o Senado. Em 2022, uma vaga estará em disputa – a do senador Jean Paul Prates (PT), que herdou o mandato de Fátima Bezerra quando ela foi eleita governadora em 2018. A ideia dos quatro partidos é apresentar uma alternativa ao PT nas duas disputas. Do PSDB, o nome considerado mais competitivo é o do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Ezequiel Ferreira. Ele é tido como possível candidato a governador ou a senador em 2022, contra Fátima Bezerra ou Jean Paul Prates. No PL, o nome cogitado é o do deputado federal João Maia, também para governador ou senador. Já no MDB, fala-se no deputado federal Walter Alves ou no ex-governador e ex-senador Garibaldi Alves Filho. Por fim, pelo PSD, o nome para a disputa seria o do ministro das Comunicações, o deputado federal licenciado Fábio Faria. Uma fonte ouvida pela reportagem e que acompanha as discussões aponta que “muita água vai rolar” até 2022, mas que é preciso iniciar o esboço da chapa a fim de construir em tempo hábil um palanque que possa enfrentar em condições de igualdade a governadora Fátima Bezerra e o polo do PT em 2022. Grupo contempla partidos governistas e de oposição Na última eleição, todos os partidos que agora dialogam sobre uma possível chapa estiveram em chapas adversárias de Fátima Bezerra. PL, PSD, PSDB apoiaram a candidatura à reeleição do então governador Robinson Faria (PSD), pai de Fábio. O PL, aliás, indicou o candidato a vice-governador (Tião Couto), e o PSDB tinha Geraldo Melo como candidato a senador na mesma coligação. O MDB, por sua vez, apoiou a candidatura do ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT), que foi ao segundo turno contra Fátima e perdeu a eleição. O partido também lançou na época Garibaldi Alves Filho como um dos candidatos a senador da coligação. Na disputa para o Senado, os vencedores foram Zenaide Maia (então no PHS, hoje no Pros), da coligação de Fátima, e Styvenson Valentim (então na Rede, hoje no Podemos), por uma candidatura independente. Atualmente, dos quatro partidos, apenas o PL compõe a base governista da governadora Fátima Bezerra. Os deputados estaduais do partido (Kléber Rodrigues e Ubaldo Fernandes) são da base governista na Assembleia Legislativa. O PSDB é rachado. Enquanto o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, e o deputado Raimundo Fernandes são aliados do governo, os outros três parlamentares (Gustavo Carvalho, José Dias e Tomba Farias) são da oposição. O PSD e o MDB são integralmente da oposição.


Fonte

Agora RN

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