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Domingo, 16 de Agosto 2026
Política

Não há medida do governo para combater a fome, critica Rosália

Candidata afirma que a situação do desemprego no RN é gravíssima e 222 mil potiguares estão sem trabalho

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
Não há medida do governo para combater a fome, critica Rosália
Rosália: “No rastro da destruição que Bolsonaro vem promovendo, Fátima não teve política nem para mitigar a situação (Foto: Divulgação/PSTU)
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“Há muita fome, desemprego e descaso com os serviços públicos no Rio Grande do Norte, e nenhuma medida concreta do governo para combater essa realidade”, lamentou a candidata ao governo do Estado Rosália Fernandes (PSTU), sobre o crescimento da fome, desemprego e precarização nos serviços públicos no Estado durante a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT), candidata à reeleição. Ela disse que metade dos potiguares vive na linha da “extrema pobreza”, consequência da “tragédia” da atual administração, que não há políticas de combate a essa “gravíssima” realidade.

“Em nossa avaliação, o governo de Fátima não fez nada. Basta ver os números do Estado, que são gravíssimos. Segundo o IBGE, o RN tem 222 mil desempregados. Esse número é muito alto e reflete os impactos da crise econômica, da pandemia, do desastre que é Bolsonaro e demonstra as consequências da reforma trabalhista, que só trouxe desemprego. Mas não só isso. Esse é o retrato do Rio Grande do Norte. No rastro da destruição que Bolsonaro vem promovendo no país, Fátima não teve política nem para mitigar a situação dos trabalhadores e da população pobre. Praticamente quase metade do povo potiguar vive na linha da extrema pobreza, consequência também do desemprego e da falta de renda”, afirmou, em entrevista exclusiva ao AGORA RN, nesta segunda-feira 15.

De acordo com Rosália Fernandes, a governadora não apresentou plano de obras públicas que colocasse o Estado a serviço dos trabalhadores. Ela acredita que o Rio Grande do Norte poderia ter avançado mais, caso houvesse políticas públicas do governo estadual na promoção do desenvolvimento e geração de emprego.

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“Defendemos que o Estado deixe de ser das oligarquias, dos ricos e poderosos, e passe a ser um Estado dos trabalhadores e do povo. Não há saída para os trabalhadores e o povo potiguar se não rompermos com a dominação das oligarquias, dos ricos e poderosos do Estado”, enfatizou.

Segundo a candidata do PSTU, para combater o desemprego, precisamos avançar contra o aumento da exploração e da acumulação de riqueza nas mãos de uma minoria de ricos e poderosos. “Aqui no Estado, vamos cobrar um forte Imposto Progressivo sobre o faturamento das grandes empresas, aliando isso à aplicação de um Plano de Obras Públicas e Estatais no RN. Esse plano de obras públicas deve absorver a mão de obra desempregada e construir os equipamentos sociais tão necessários ao desenvolvimento social e econômico do Estado, como hospitais, escolas, estradas, saneamento básico, moradias populares e demais necessidades do RN”.

E continuou, “esta medida inicial pode atacar de forma simultânea três graves problemas enfrentados pela população: o desemprego, a ausência de renda e o baixo desenvolvimento social do Estado. Ao lado deste plano de obras, também teremos uma política de realização de concursos públicos, visando zerar o déficit de servidores nos serviços essenciais, como saúde, educação e segurança. Outra política para se recuperar os empregos é a reestatização de algumas empresas que foram privatizadas, de onde dezenas de trabalhadores foram demitidos. Foram vendidas, inclusive, a preços muito baixos. Vamos também fortalecer a luta junto aos movimentos sociais e sindicais contra a privatização da Telebrás, Petrobrás e outras empresas, pois as privatizações significam mais desemprego, desregulamentação do trabalho e precarização”, defendeu.

Plano de governo inclui emprego e renda aos potiguares mais pobres

Rosália Fernandes propôs que, caso seja eleita, a partir de um planejamento das obras públicas e concursos, estabelecerá metas de geração de empregos a serem cumpridas pelo governo anualmente, buscando zerar o problema até o final do seu mandato. Nos primeiros seis meses de gestão, pretende ter os efeitos iniciais do planejamento impactando positivamente na geração de empregos.

Ela disse que há muita chantagem das grandes empresas sobre geração de empregos e isenção fiscal e que estas exigem não pagar impostos para se instalarem no RN, com a justificativa de que estão gerando empregos.

“Enquanto isso, as pequenas e microempresas, que mais geram emprego no país, sofrem para pagar os impostos. Precisamos inverter essa lógica e impulsionar o desenvolvimento e o incentivo aos pequenos negócios no Rio Grande do Norte, com uma política de isenção fiscal para este setor, ao mesmo tempo que precisamos aumentar a arrecadação de impostos do Estado sobre as grandes empresas, que lucram muito e pagam pouco”, finalizou.

FONTE/CRÉDITOS: Adenilson Costa

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