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Domingo, 24 de Maio de 2026
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Namorada de Toguro e policial que morreu ao dar à luz: o que pode dar errado no parto?

Complicações podem gerar hemorragias, perda uterina e até mesmo levar à morte

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Por Portal Correio do Agreste
Namorada de Toguro e policial que morreu ao dar à luz: o que pode dar errado no parto?
Nara Paraguaia perdeu o útero após o parto REPRODUÇÃO/INSTAGRAM MONTAGEM/R7
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Nos últimos dias, os acontecimentos com Nara Paraguaia, namorada de Toguro, que perdeu o útero no nascimento do filho, e com a policial que morreu em decorrência de complicações no parto, levantaram um alerta para as possíveis implicâncias no momento de dar à luz. 

De acordo com o ginecologista e obstetra Geraldo Caldeira, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), as principais complicações que podem ocorrer no meio do parto são a eclâmpsia (pressão alta), que pode gerar convulsões, e hemorragias, que pode resultar na retirada do útero, ambas com potencial de fatalidade.

Os partos cesárea têm maiores chances de acontecer complicações, por se tratar de uma cirurgia, e necessitando avaliar as habilidades do cirurgião e indicação desse tipo de parto. 

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No entanto, o parto normal também pode demonstrar obstáculos. "A paciente que fica muito tempo em período expulsivo, por mais de 24 horas, depois de ter a dilatação total do colo, elas têm mais chances de fazer atonia uterina [incapacidade de contrair o útero] e de terem complicações no pós-parto", afirma Caldeira.

O ginecologista Alexandre Pupo, também da Febrasgo, acrescenta que a falta de elasticidade vaginal pode gerar na laceração e que a atonia uterina é uma das principais causas da retirada do órgão.

Ele comenta, ainda, que nas primeiras 72 horas após o parto, existe o risco de embolia pelo aumento da taxa de coagulação sanguínea, podendo gerar trombose, e infecções puerperais no parto vaginal que, se não tratadas, podem chegar na corrente sanguínea e gerar sepse. 

Para que as complicações possam ser prevenidas, Pupo é categórico: é necessário ter um bom acompanhamento pré-natal, que a paciente siga corretamente as orientações médicas e esteja atenta às consultas e exames solicitados.

Caldeira alerta que, caso a paciente resolva ter um parto normal, é importante que este seja feito em um ambiente hospitalar, e não em casa, para que quaisquer emergências possam ser devidamente socorridas.

Além disso, é importante que o médico e a enfermeira estejam sintonizados, de modo que possam achar alternativas diante de quaisquer intercorrências no parto, e a presença de um neonatologista para que possa prestar os primeiros cuidados ao bebê. 

FONTE/CRÉDITOS: do R7
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