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Quinta-feira, 20 de Junho de 2024
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Na Semana Santa, vendas de peixes continuam baixas: “Ano passado foi melhor”

Segundo comerciantes, peixes mais procurados são cioba, atum e meca

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Por Portal Correio do Agreste
Na Semana Santa, vendas de peixes continuam baixas: “Ano passado foi melhor”
peixe semana santa - fotos: Karen Souza
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Se continuar do jeito que está, vai sobrar peixe”, afirma o comerciante André Gustavo, 31, dono de uma banca no Mercado do Peixe. Ele relatou, em entrevista ao AGORA RN, que as vendas estão fracas, menores que em 2023. “Ano passado as vendas foram melhores. Eu vendi uns 700 quilos de peixe, até agora vendi uns 100 quilos de peixe”, completa.
Para ele, há quatro anos no local, ainda há esperança de melhorar as vendas até o fim da semana. “A gente está esperando a quinta-feira, amanhã já é para dar uma melhorada, mas vamos aguardar”, diz. André explica que é comum os consumidores procurarem os pescados de última hora, mas que, ao início da semana, já devia estar sendo observada uma maior movimentação no Mercado.
Os preços dos pescados aumentaram, de acordo com pesquisa do Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de Natal (Procon), feita entre 14 a 21 de março. Em comparação com o mesmo período de 2023, houve um aumento de 18,37% nos preços dos pescados in natura, ou seja, aqueles expostos nas peixarias. Segundo a pesquisa, enquanto os peixes frescos aumentaram de preço, os congelados vendidos nos hipermercados e supermercados tiveram uma redução de 7,42% no valor.
A pesquisa trouxe ainda que 14 tipos de peixes estavam com preços menores em 2024 que em 2023. Um deles é o atum em posta, cujo preço médio baixou de R$ 28,97 para R$ 27,02, o que significa uma redução de R$ 1,95. E que o atum está entre os mais procurados, junto com cioba e meca. “Se torna mais visado também em termos do preço. Hoje estão cobrando R$ 45 no quilo da cioba, então o atum branco está mais em conta e o meca também. Hoje, eu compro de Caiçara do Norte. O meca e o atum branco vende aqui mesmo, na Ribeira. Agora, [as vendas] estão cada vez mais diminuindo porque vários cantos hoje em dia vendem peixe, principalmente na Semana Santa”, completa.
A comerciante Bárbara Barbosa, 31, que auxilia o pai neste período, concorda que os mais procurados são o cioba, o meca e o atum. E que os peixes têm “praticamente o mesmo preço”, o que facilita na procura pela diversidade. “São peixes bons, de qualidade e novos. Geralmente são peixes das praias daqui da região”.
Para o comerciante Marlos Jeisson, 44, o impacto nas vendas é ainda maior. Ele relata que vendeu quase uma tonelada de peixes no ano passado, mas, em 2024, a expectativa é de 500 quilos, metade do que vendeu em 2023. “Esse ano está se tornando bem mais difícil para todos os comerciantes. Não sei se pelo preço aumentar, mas o movimento aqui no Mercado do Peixe caiu muito”, revela.
Marlos está no local há 15 anos e afirma que as vendas pioraram com o tempo, mas defende que a queda foi motivada não só pelo crescimento do preço dos peixes, mas também pelo aumento de locais que comercializam os pescados. “Antes, era praticamente só o canto do mangue e a Ribeira, hoje os grandes supermercados vendem, como também em bairros. Praticamente em todos os bairros agora tem uma peixaria”.
Ele cita ainda que os consumidores têm buscado outros peixes além dos mais populares, mas que sempre se deparam com a falta desses pescados. “Também tem a falta de outros peixes como o serra, a pescada, são peixes que estão se extinguindo, mas que a procura também foi grande”, concluiu.

Enquanto venda de peixes cai, ovos de páscoa estão em alta, dizem lojas de doces

Apesar da queda nas compras de pescados para a Semana Santa, a expectativa das lojas de chocolates e doces é positiva. A sub-gerente Melissa Alves relata que as vendas têm melhorado e explica que isso se dá devido às compras de última hora. “Vai melhorar mesmo de amanhã em diante, muita gente deixa pra comprar no final [da semana]”.
Ela conta que os produtos que mais saem são sempre os chocolates temáticos de personagens, desenhos animados ou filmes, geralmente para crianças, mas também os doces menores, como barras ou trufas, as “lembrancinhas, devido o custo”.
Já o gerente Ivanilson Silva afirma que as vendas enfraqueceram um pouco antes da semana que antecede a Páscoa, mas que o movimento já tem crescido significativamente. “Estamos com vendas de ovos, artigos para presentes, cestas, mas o que mais sai é ovo de páscoa”. Ele adiciona que os doces voltados para crianças são os que mais vendem, muitas vezes por causa dos brindes e brinquedos que são vendidos com chocolates.
Segundo ele, somente no início da semana foram entre 100 a 150 vendas de ovos de Páscoa, e a expectativa é aumentar ainda mais. “Estamos com uma meta daqui até domingo de zerar tudo. Começa pelo baratinho que a gente tinha, que é a partir de R$ 12,99 e vai até uns R$ 150”, afirma.

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FONTE/CRÉDITOS: Agora RN
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