Portal Correio do Agreste - A serviço do povo!

Quarta-feira, 24 de Junho de 2026
REDEC
REDEC

Investigação

MPF rejeita arquivar inquérito sobre desvio de munição usada para matar Marielle

PF solicitou no dia 29 de junho o arquivamento da investigação por não chegar a uma conclusão sobre como as munições foram parar nas mãos de Ronnie Le

Portal Correio do Agreste
Por Portal Correio do Agreste
MPF rejeita arquivar inquérito sobre desvio de munição usada para matar Marielle
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O Ministério Público Federal do Rio (MPF-RJ) rejeitou o pedido de arquivamento do inquérito da Polícia Federal que apurava como munições vendidas exclusivamente para o órgão foram parar nas mãos dos matadores da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista dela, Anderson Gomes. O crime aconteceu no Centro do Rio de Janeiro em março de 2018.

As munições 9 milímetros do lote UZZ18 da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), originalmente encaminhadas para a Polícia Federal em Brasília, em 2006, foram distribuídas para as superintendências do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. 

Pouco mais de dois anos depois do crime, a PF solicitou, no dia 29 de junho, o arquivamento da investigação por não chegar a uma conclusão sobre como as munições foram parar nas mãos de Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, réus pelo crime.

Publicidade

Leia Também:

O MPF não acompanhou o pedido de arquivamento feito pela PF e, através do procurador Eduardo Benones, coordenador do Controle Externo da Atividade Policial no Rio, solicitou novas diligências para aprofundar a investigação. O inquérito da PF sobre o desvio de munições foi instaurado dois dias depois das mortes de Marielle e Anderson.

“Não autorizei o arquivamento e determinei algumas diligências por não estar convencido de que as investigações foram esgotadas”, ressaltou Benones. 

O procurador pediu que sejam realizadas novas perícias nos projéteis para saber se faziam parte da carga original do fabricante. O objetivo é tentar traçar o caminho dessas munições e tentar entender como foram parar nas mãos dos matadores.

Fontes que atuaram no caso avaliam que o tema é complexo, em virtude dos constantes desvios de munição que ocorrem no Brasil, e da dificuldade de manter controle sobre os lotes. 

Em meio às investigações sobre este caso, por exemplo, a PF descobriu que munições do mesmo lote foram usadas numa chacina com 17 mortos e sete feridos em São Paulo, em 2015. Além disso, meses depois do assassinato de Marielle, a PF também levantou que parte dos projéteis apareceu em um assalto em uma agência dos Correios na Paraíba, em 2017.

Em 2018, o então ministro da Justiça e Segurança Pública Raul Jungmann chegou a declarar que a PF tinha 50 investigações por todo o Brasil para apurar como houve o desvio deste lote de munições.

FONTE/CRÉDITOS: agora rn
Comentários:
REDECON
REDECON
JATOBÁ
JATOBÁ

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )